Ângelo Correia diz que nomeação de Luís Neves expõe “a incapacidade” do PSD em produzir quadros para áreas de soberania
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Ângelo Correia diz que nomeação de Luís Neves expõe “a incapacidade” do PSD em produzir quadros para áreas de soberania

O antigo ministro da Administração Interna acrescenta ainda que a escolha do ex-diretor nacional da PJ é "original, inteligente e complexa". Desejando sorte ao novo ministro, considera o futuro de Luís Neves no cargo "imprevisível".
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Ângelo Correia, ex-ministro da Administração Interna no Governo de Pinto Balsemão (entre 1981 e 1983), considera que a nomeação de Luís Neves, ex-diretor nacional da Polícia Judiciária, para essa pasta é “uma escolha original, inteligente e complexa”. Em declarações ao DN, o social-democrata defende que a opção de Luís Montenegro constitui “uma prova cabal e factual da incapacidade do PSD em gerar, no seu seio, políticos capazes em algumas áreas, sobretudo em áreas de soberania”.

Questionado sobre as dúvidas levantadas em torno de eventuais incompatibilidades do antigo diretor nacional da PJ no novo cargo, num contexto em que, recorde-se, Montenegro é alvo de investigação por parte da Polícia Judiciária, Ângelo Correia apela à regra geral e ao que deve ser a ponderação necessária a todos os casos. “Todos os movimentos dos políticos devem ser escrutinados na base de um principio ético e de eficácia política que se exigem a qualquer governante e titular de órgão de soberania, logo, é uma regra que se aplica a Luís Neves.

Sobre a composição da equipa governativa na pasta, o antigo ministro assinala a continuidade inicial dos elementos que acompanhavam Maria Lúcia Amaral, mas aponta para a probabilidade de mudanças. “Para já foram mantidos os secretários de estado, mas cada membro do governo deve ter um tempo próprio de maturação para formar uma equipa com que possa trabalhar, uma equipa que lhe seja leal, competente e integrada nos objetivos do governo a que pertence.”

Tratando-se de uma área "que engloba e onde se refletem alguns dos problemas mais graves que o país tem", sobre o futuro de Luís Neves no cargo considera-o “imprevisível, desejando sucesso ao novo ministro e a Portugal".

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