O presidente do PSD apelou este domingo, 4 de janeiro, à concentração do voto em Marques Mendes, no dia 18, de “socialistas moderados, liberais, sociais-democratas e democratas-cristãos”, avisando que votar em Cotrim ou Seguro não garante uma segunda volta sem “dois candidatos populistas”.Luís Montenegro juntou-se ao primeiro dia oficial de campanha do candidato presidencial apoiado por PSD e CDS-PP, Luís Marques Mendes, num almoço na Batalha, com centenas de apoiantes, fazendo um apelo ao voto útil já na primeira volta, em 18 de janeiro.“Não podemos cair na armadilha de dispersar votos e ficarmos amarrados a não termos escolhas boas na segunda volta, temos de concentrar desde já o voto em Luís Marques Mendes”, apelou.O também primeiro-ministro defendeu que Mendes representa “um porto seguro” na segunda volta – que considerou inevitável – não só para sociais-democratas e democratas-cristãos, mas também para liberais e socialistas moderados, e particularizou até o apelo quanto aos candidatos apoiados pela IL e pelo PSD.“Votar em Cotrim Figueiredo, votar em António José Seguro não garante a possibilidade de se evitar que haja em Portugal uma segunda volta de umas eleições presidenciais onde possam estar simultaneamente dois populistas. Nós temos de evitar e concentrar o voto”, pediu, numa referência implícita aos candidatos André Ventura e Henrique Gouveia e Melo.Para Marques Mendes a presença de Montenegro na campanha dá-lhe uma energia reforçada, dizendo que "o que está previsto" é a presença do líder do PSD apenas desta vez.Luís Marques Mendes considerou que se Montenegro nunca aparecesse na sua campanha "isso sim é que era surpreendente".Cotrim corre três quilómetrosFoi com uma corrida de cerca de três quilómetros das Docas (Alcântara) até ao Palácio de Belém, em Lisboa, que João Cotrim de Figueiredo deu início oficial à campanha. O candidato confessou estar cada vez mais confiante de que vai à segunda volta e, depois, vai ganhar as eleições e ocupar a residência oficial do Presidente da República.. "Há dois meses, quando lancei a candidatura no Centro Cultural de Belém, muitos riram e poucos acreditaram, mas hoje já ninguém se ri, muitos acreditam e estes, que estão comigo, têm a certeza absoluta de que estamos na segunda volta", afirmou, ladeado por cerca de 50 apoiantes."Se as pessoas querem uma alternativa realista para efetivar a mudança, uma mudança ambiciosa, mas com segurança e sem rutura com as instituições que nos servem, apesar de tudo bastante bem, só têm uma alternativa que é a minha candidatura", realçou.O treino de Gouveia e MeloNo primeiro dia oficial de campanha, Gouveia e Melo reiterou que o seu partido é Portugal e que a sua comissão de honra só podem ser os portugueses: “Eu defendo todos. Eu fui treinado a pensar em Portugal como um todo, não como uma parte, como um grupo”, afirmou.. Numa visita à Feira do Relógio, em Lisboa, Goveia e Melo realçou que, tendo em conta o seu passado profissional, poderá ter capacidades que outros candidatos não têm. O candidato disse ainda querer fazer uma campanha pela positiva.António Filipe em PenicheO candidato presidencial António Filipe começou a campanha oficial na histórica fortaleza de Peniche onde recebeu apoio de ex-presos políticos.. "Marca também algo que me distingue profundamente enquanto candidato e que creio que deve ser uma marca desta candidatura: a resistência ao fascismo, àqueles que querem branquear a história, querem branquear o que foi a ditadura fascista em Portugal e que terá na minha candidatura uma oposição muito firme", afirmou.Ao falar em branqueamento especificou dirigir-se a quem "procura desvalorizar o que foi a ditadura fascista, procurando dar a ideia de que foi uma ditadura de brandos costumes" e, sublinhou, "não foi".Com Lusa