Luís Montenegro com Marques Mendes no arranque da campanha presidencial
Luís Montenegro com Marques Mendes no arranque da campanha presidencialMIGUEL A. LOPES/LUSA

Montenegro avisa que votar em Cotrim e Seguro não evita “dois candidatos populistas” na 2.ª volta

No arranque oficial da campanha para as presidenciais, Marques Mendes contou com o apoio do primeiro-ministro. Cotrim fez uma corrida de três quilómetros e Gouveia e Melo foi à Feira do Relógio.
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O presidente do PSD apelou este domingo, 4 de janeiro, à concentração do voto em Marques Mendes, no dia 18, de “socialistas moderados, liberais, sociais-democratas e democratas-cristãos”, avisando que votar em Cotrim ou Seguro não garante uma segunda volta sem “dois candidatos populistas”.

Luís Montenegro juntou-se ao primeiro dia oficial de campanha do candidato presidencial apoiado por PSD e CDS-PP, Luís Marques Mendes, num almoço na Batalha, com centenas de apoiantes, fazendo um apelo ao voto útil já na primeira volta, em 18 de janeiro.

“Não podemos cair na armadilha de dispersar votos e ficarmos amarrados a não termos escolhas boas na segunda volta, temos de concentrar desde já o voto em Luís Marques Mendes”, apelou.

O também primeiro-ministro defendeu que Mendes representa “um porto seguro” na segunda volta – que considerou inevitável – não só para sociais-democratas e democratas-cristãos, mas também para liberais e socialistas moderados, e particularizou até o apelo quanto aos candidatos apoiados pela IL e pelo PSD.

“Votar em Cotrim Figueiredo, votar em António José Seguro não garante a possibilidade de se evitar que haja em Portugal uma segunda volta de umas eleições presidenciais onde possam estar simultaneamente dois populistas. Nós temos de evitar e concentrar o voto”, pediu, numa referência implícita aos candidatos André Ventura e Henrique Gouveia e Melo.

Para Marques Mendes a presença de Montenegro na campanha dá-lhe uma energia reforçada, dizendo que "o que está previsto" é a presença do líder do PSD apenas desta vez.

Luís Marques Mendes considerou que se Montenegro nunca aparecesse na sua campanha "isso sim é que era surpreendente".

Cotrim corre três quilómetros

Foi com uma corrida de cerca de três quilómetros das Docas (Alcântara) até ao Palácio de Belém, em Lisboa, que João Cotrim de Figueiredo deu início oficial à campanha. O candidato confessou estar cada vez mais confiante de que vai à segunda volta e, depois, vai ganhar as eleições e ocupar a residência oficial do Presidente da República.

Cotrim percorreu três quilómetros das Docas até ao Palácio de Belém
Cotrim percorreu três quilómetros das Docas até ao Palácio de BelémMARCOS BORGA/LUSA

"Há dois meses, quando lancei a candidatura no Centro Cultural de Belém, muitos riram e poucos acreditaram, mas hoje já ninguém se ri, muitos acreditam e estes, que estão comigo, têm a certeza absoluta de que estamos na segunda volta", afirmou, ladeado por cerca de 50 apoiantes.

"Se as pessoas querem uma alternativa realista para efetivar a mudança, uma mudança ambiciosa, mas com segurança e sem rutura com as instituições que nos servem, apesar de tudo bastante bem, só têm uma alternativa que é a minha candidatura", realçou.

O treino de Gouveia e Melo

No primeiro dia oficial de campanha, Gouveia e Melo reiterou que o seu partido é Portugal e que a sua comissão de honra só podem ser os portugueses: “Eu defendo todos. Eu fui treinado a pensar em Portugal como um todo, não como uma parte, como um grupo”, afirmou.

Gouveia e Melo na Feira do Relógio
Gouveia e Melo na Feira do RelógioLeonardo Negrão

Numa visita à Feira do Relógio, em Lisboa, Goveia e Melo realçou que, tendo em conta o seu passado profissional, poderá ter capacidades que outros candidatos não têm. O candidato disse ainda querer fazer uma campanha pela positiva.

António Filipe em Peniche

O candidato presidencial António Filipe começou a campanha oficial na histórica fortaleza de Peniche onde recebeu apoio de ex-presos políticos.

António Filipe visita a Fortaleza de Peniche
António Filipe visita a Fortaleza de PenicheCARLOS BARROSO/LUSA

"Marca também algo que me distingue profundamente enquanto candidato e que creio que deve ser uma marca desta candidatura: a resistência ao fascismo, àqueles que querem branquear a história, querem branquear o que foi a ditadura fascista em Portugal e que terá na minha candidatura uma oposição muito firme", afirmou.

Ao falar em branqueamento especificou dirigir-se a quem "procura desvalorizar o que foi a ditadura fascista, procurando dar a ideia de que foi uma ditadura de brandos costumes" e, sublinhou, "não foi".

Com Lusa

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