O ministro da Educação, Fernando Alexandre, abriu a sessão da Comissão Permanente desta segunda-feira, 3 de agosto, com a grantia de que, "ao início da tarde, estavam já classificadas 97% das respostas das cerca das 90 mil provas realizadas na 2ª fase", sendo que o mesmo acontece "com as medidas para salvaguardar os direitos dos alunos no acesso ao ensino superior". O ministro terá uma intervenção final, com dez minutos, através da qual responderá às observações que forem apresentadas pelos partidos. No entanto, o Chega pediu um recurso para que o Governo tivesse seis minutos adicionais para responder às perguntas que fossem colocadas no decorrer da Comissão Permanente, o que motivou várias intervenções, como, para além do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, as dos deputados Hugo Soares e Pedro Delgados Alves, respetivamente do PSD e do PS, que lembraram que a grelha de intervenções fora aprovada na Conferência de Líderes, pelo que não há lugar a alterações.Numa intervenção posterior, o líder do Chega, André Ventura, considerou afinal que a Comissão Permanente está esta segunda-feira reunida no ParlamentoEstamos "porque PS e PSD se juntaram para impedir" o escrutínio ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, "e criar uma manobra de distração". "É essa a razão pela qual estamos aqui hoje, porque nem Luís Montenegro, nem José Luís Carneiro querem falar de Luís Neves, porque nem Montenegro nem José Luís Carneiro querem falar da Administração Interna, porque nem Montenegro nem José Luís Carneiro aceitam falar da vergonha que se passa com o ministro", acusou André Ventura.Sobre os exames nacionais, o ministro das Educação lembrou que a provedora de Justiça, Luísa Neto, "anunciou, a 31 de julho, o arquivamento de todas as queixas recebidas, porque considerou" adequadas as medidas para mitigar os "efeitos decorrentes do processo de digitalização".Em atualização..Fernando Alexandre garante que calendário de acesso ao ensino superior não está prejudicado.Exames nacionais. Oposição junta-se à pressão sobre Fernando Alexandre.Ministro da Educação vai ao Parlamento prestar esclarecimentos sobre falhas na correção dos exames nacionais