José Luís Carneiro procurou abranger todos os militantes do Partido Socialista e convidar até os que não têm tanta afinidade política consigo para a Comissão Política Nacional. Duarte Cordeiro, recorde-se, rejeitou essa possibilidade, vincando ficar com mais “liberdade para discordar.” Mariana Vieira da Silva foi uma das pessoas incluídas na Comissão Política e está, por escolha de Carneiro e restantes estruturas do PS, como representante do partido no Pacto para a Saúde pedido por António José Seguro e coordenado por Alberto Campos Fernandes, ex-ministro. À Antena 1, há uma semana, Mariana Vieira da Silva disse não “excluir” futura candidatura ao cargo de secretário-geral, mas elogiou a “acalmia interna” que Carneiro promoveu. No entanto, a escolha para representar o PS num projeto lançado por um Presidente da República a quem não endossou apoio não deixou de causar alguma estranheza. O DN apurou que há a confiança plena na ação da deputada, que integra a comissão de Saúde no Parlamento e que tem sido uma das mais vocais nas interpelações à ministra. A sua formação recente, num Doutoramento em Políticas Públicas, com Educação e Saúde no centro, reforçam os créditos de Vieira da Silva para esse papel e o PS considera imprescindível o contributo de um dos seus principais ativos. Há uma semana, a socialista disse considerar “útil” um pacto estratégico para a Saúde, embora admitindo como “difícil” que várias questões possam ficar resolvidas com este projeto de Belém. “Tenho dúvidas da possibilidade de chegar a acordo em algumas matérias”, disse à rádio pública. Ao DN, preferiu ainda não tecer comentários, esperando pelo início das reuniões. .Mariana Vieira da Silva não vê como "provável" ser líder do PS a breve prazo, mas não exclui candidatura.José Luís Carneiro nomeia Duarte Cordeiro, Fernando Medina e Alexandra Leitão para a Comissão Política