As eleições diretas para decidir a sucessão de João Pedro Louro na presidência da Juventude Social Democrata (JSD) serão disputadas entre o atual secretário-geral da organização juvenil do PSD, João Pedro Luís, e a ex-deputada Clara de Sousa Alves, apesar de esta ainda não ter confirmado publicamente que avançará. Estará em causa uma opção entre continuidade e mudança, que mistura diferenças etárias e geográficas.Ao que o DN apurou, no Conselho Nacional da JSD que terá lugar na tarde deste sábado, em Alcochete, João Pedro Louro defenderá que as eleições diretas sejam a 23 de maio, uma semana antes das diretas no PSD, que devem ocorrer a 30 de maio, definindo-se ainda o local do congresso e o calendário de eleição dos delegados da organização juvenil social-democrata. Deputado desde 2025, Louro não se pode recandidatar à presidência da JSD, por ter 31 anos, ultrapassando o limite de idade.O secretário-geral da JSD, João Pedro Luís, adiantou-se, pois anunciou a candidatura no início da semana, num vídeo partilhado nas redes sociais. Sob o lema “A Força do Futuro”, o dirigente de 24 anos disse que iria intervir no Conselho Nacional, avançando as linhas gerais daquilo que apresentará no 29.º Congresso da JSD.“Quero a JSD com convicções e posições firmes, em que qualquer militante se reveja e se orgulhe. Verdadeiramente jovem e mesmo ligada à juventude portuguesa, na Educação, na Habitação, na Coesão Social e Territorial, nos desafios da Inteligência Artificial e na Segurança”, defende João Pedro Luís, prometendo “fibra, alma e chama”, e deixando o apelo “a uma JSD com uma nova atitude, uma nova ambição”.Realçando que nos últimos anos se tem “colocado inteiramente ao serviço” da JSD, “a levantar a bandeira e a vestir a camisola”, o atual secretário-geral deve apostar num registo de evolução na continuidade, que nas eleições internas de outras juventudes partidárias surtiu efeito. Na Juventude Socialista, aquando da saída de Miguel Costa Matos, a presidente da Federação de Viseu, Sofia Pereira, teve mais votos do que o eurodeputado Bruno Gonçalves, e na Juventude Popular, na hora de substituir Francisco Camacho, a sua vice-presidente Catarina Marinho impôs-se a Enide Menezes, que retirou a candidatura a meio do congresso da organização juvenil do CDS-PP, depois de a sua moção de estratégia ser derrotada.Disposta a contrariar tal lógica, a ex-deputada Clara de Sousa Alves está a ponderar uma candidtura alternativa, vista como certa nos meios sociais-democratas. Cinco anos mais velha do que o adversário, a advogada transmontana, que está a fazer um doutoramento em Direito, fez parte do grupo parlamentar do PSD na legislatura anterior. Novamente terceira na lista da AD por Bragança nas legislativas de 2025, desta vez não substituiu nenhum dos dois eleitos, tendo-se empenhado na campanha presidencial de Marques Mendes.Também João Pedro Luís ficou perto de entrar para a Assembleia da República em 2022, quando foi escolhido para cabeça de lista do PSD por Portalegre. O então adolescente, de apenas 19 anos, falhou o objetivo por 203 votos. Três anos depois, foi o número 2 da lista da AD, atás de Castro Almeida, mas a coligação não elegeu nenhum deputado no círculo, com PS e Chega a voltarem a dividir os dois mandatos.Fontes contactadas pelo DN acreditam que, mais do que a diferença de idades entre os candidatos, a geografia possa ser um fator importante. João Pedro Luís vem do distrito alentejano menos populoso, mas pouco menos do que Bragança, e Clara de Sousa Alves pode beneficiar do elevado peso do Norte no PSD. Apesar de os últimos presidentes da JSD dessa região terem sido Simão Ribeiro (2014-2018) e Hugo Soares (2012-2014)..João Pedro Luís candidata-se a presidente da JSD.Juventudes partidárias esperam reforçar número de deputados