José Luís Carneiro surgiu pelas 22h10 nas Caldas da Rainha no dia de celebração de Seguro.
José Luís Carneiro surgiu pelas 22h10 nas Caldas da Rainha no dia de celebração de Seguro.Gerardo Santos

José Luís Carneiro defende "separação de poderes" entre Partido Socialista e Belém

Tal como o DN noticiou nesta edição de quarta-feira, secretário-geral não espera favorecimento de Seguro por serem companheiros de partido. Acredita, porém, que Belém ajudará à negociação com o PS.
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Na reunião de Comissão Política Nacional do PS de terça-feira à noite, José Luís Carneiro fez um balanço das Presidenciais e garantiu aos socialistas presentes que haverá equidistância entre o Palácio de Belém e o Largo do Rato, salientando o caráter independente de António José Seguro, tal como o DN antecipara na edição desta quarta-feira (pode ler aqui). Esse compromisso está firmado entre os dois, apesar de partilharem ideologia política e convicções como na recusa da revisão da Constituição e o combate a uma reforma laboral desequilibrada. O "pressuposto fundamental" é a separação de poderes.

Apesar disso, os socialistas acreditam que o resultado eleitoral e a rejeição em larga escala do povo português a André Ventura deve fazer com que Luís Montenegro reflita e procure acordos mais ao centro. "Espero agora, que, com o contributo que o futuro Presidente da República recentemente eleito e que tomará posse no dia 9 de março, o Governo possa responder às propostas que o PS tem vindo a fazer ao longo destes meses", disse aos jornalistas à entrada, repetindo a ideia de que a falta de convergência "não se deve à falta de vontade do PS."

Assim tem sido na Habitação, emergência médica e administração interna, matérias onde o PS tem procurado pactos de regime e medidas de coesão conjuntas, sem efeito, porém.

O secretário-geral do PS repetiu que a vitória de Seguro foi "da democracia, dos humanistas e dos que defendem a Constituição", expressando, naturalmente, a satisfação pelo resultado que recoloca o partido em Belém 20 anos depois.

Sabe o DN que na reunião foi abordado o crescimento eleitoral do Chega ao longo dos anos e que o PS deve encontrar respostas na sociedade, principalmente fora dos centros urbanos, para poder recuperar eleitores dessa mesma base. Quanto à Administração Interna, o PS já tinha deixado claro que via "um Governo insensível" e que a "falta de resposta adequada não pode ser apenas imputada à ministra."

Na Comissão Política Nacional foram debatidas questões burocráticas, até porque haverá Congresso em Viseu, em março, no qual José Luís Carneiro é recandidato e, para já, sem oposição interna.

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