"Instituições competentes estão a fazer as averiguações necessárias" sobre caso Luís Neves, diz ministra
A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, questionada sobre a polémica que envolve o ministro da Administração Interna, disse este sábado, 25 de julho, que Luís Neves está "a gerir o processo da melhor forma que sabe e pode e as instituições competentes estão a fazer as averiguações necessárias. Quanto aos processos que estão em segredo de justiça, eu não me vou pronunciar, como é natural".
Quanto à Polícia Judiciária, a responsável pela pasta da Justiça afirmou que "tudo o que era necessário ser feito está a ser feito". Rita Alarcão Júdice disse ainda que "os portugueses sabem bem a qualidade da PJ" e garantiu que "não vai deixar que essa qualidade seja beliscada".
Rita Alarcão Júdice fez estas declarações à margem da cerimónia de encerramento do “Curso de Formação Inicial da Carreira de Guarda Prisional de 2025”, que decorreu este sábado, em Caxias, concelho de Oeiras.
Na sexta-feira, Luís Neves reiterou que, a seu tempo, prestará esclarecimentos sobre as obras numa sua casa e do atrelado encontrado na empresa do construtor que fez os trabalhos e disse que “ainda bem” que o Chega anunciou uma comissão parlamentar de inquérito aos seus mandatos como diretor da PJ.
A 17 de julho, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou que abriu um inquérito sobre o atrelado apreendido num processo de tráfico de droga que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos, que fez obras numa propriedade do ministro da Administração Interna.
No mesmo dia, a Procuradoria-geral da República (PGR) confirmou “a existência de um inquérito relacionado com bens apreendidos à ordem do processo designado ‘Operação Pacoba’”.
A polémica teve início no dia 10 de julho, quando o semanário Nascer do Sol noticiou que o ministro da Administração Interna contratou para remodelar um imóvel que detém em Odemira uma empresa anteriormente responsável por obras na PJ quando Luís Neves era diretor nacional.

