Iniciativa Liberal junta PSD, Chega e PS numa "maioria de empatas" de Portugal
As jornadas parlamentares da Iniciativa Liberal (IL), que terminam terça-feira, no Porto, arrancaram com críticas ao PSD, Chega e PS, agregados por Mário Amorim Lopes numa “maioria dos empatas” que trava o desenvolvimento de Portugal. Pelo contrário, o líder parlamentar dos liberais, na intervenção que abriu os trabalhos, na manhã de segunda-feira, apontou o seu partido como o único empenhado em concretizar “a visão de um país de futuro, que olha para os outros frente a frente, ombro a ombro, e não de baixo para cima, na cauda da Europa”.
“Temos uma maioria, a maioria dos empatas, que andam a empatar o país, e o problema é que, neste momento, são maioria no Parlamento. O PS não reforma, pois está tudo fantástico, ou não fosse tudo obra deles. O Chega não quer reformar, pois tem receio de perder um voto que seja - as reformas podem serem impopulares, pelo que requerem coragem -, e o PSD diz que é preciso reformar, mas só depois das eleições. Se não forem estas, serão as próximas, logo se vê”, ironizou Amorim Lopes.
Com a Reforma do Estado e a Reforma Fiscal a dominarem a agenda das jornadas parlamentares, o líder parlamentar da IL defendeu que Portugal “não está ingovernável e sim irreformável”, apelidando PSD, Chega e PS de “partidos empata-nação”, que “ou estão satisfeitos com o status quo ou não percebem que podemos ser muito mais”.
Sobre o “grande duelo dos reformistas contra os empatas”, o líder parlamentar rotulou o PS de “naftalina política”, por José Luís Carneiro se dispor a aprovar o Orçamento do Estado para 2027 se o Governo “não tocar em absolutamente nada”, e André Ventura de fazer o mesmo embora tenha apresentado uma moção de rejeição ao Governo e inviabilizado, “de punho fechado e a olhar para o secretário-geral da CGTP” o pacote laboral que, longe de ser “perfeito” a IL dizia ser “um avanço” no mercado de trabalho em Portugal.
Acusando esses partidos de se preocuparem sobretudo em tomar conta do Estado, Amorim Lopes defendeu que a prioridade da IL passa por “libertar as famílias e as empresas para que possam concretizar o potencial de Portugal”. O que passa por diminuir a carga fiscal, mas também por “mais escolhas sobre os serviços que utilizam”, nomeadamente na Educação e na Saúde.
Também por isso, depois de Carlos Guimarães Pinto e o economista Ricardo Arroja terem debatido a Reforma do Estado - nesta terça-feira Amorim Lopes discutirá a Reforma Fiscal com Pedro Brinca e Luís Aguiar-Conraria -, os deputados liberais fizeram uma visita ao Hospital São João de Deus, em Vila Nova de Famalicão, falando sobre as soluções do partido para o Serviço Nacional de Saúde.
