A Iniciativa Liberal leva ao Parlamento documentos relativos à política externa. Para a Venezuela, os liberais apresentam um projeto de resolução com o intuito de instar a que haja uma transição pacífica para que o processo eleitoral possa seguir-se.Em 2024, a IL apresentara um projeto de resolução para se reconhecer os resultados eleitorais. "O PSD votou contra nessa altura. Fomos sempre o partido mais vocal quanto ao povo venezuelano. Reforçamos esta posição agora, o julgamento é outro, mas é importante que haja uma resposta para uma mudança de regime", declara Mário Amorim Lopes, ao DN. O líder parlamentar recua a 2024, quando o dirigente da oposição venezuelana Edmundo González foi dado como vencedor das eleições. Após as eleições presidenciais de 28 de julho, González foi reconhecido pelos Estados Unidos e pelo Parlamento Europeu como presidente eleito da Venezuela. A União Europeia e vários países da América Latina também rejeitaram a proclamação da vitória de Nicolás Maduro, que estava no poder desde 2013, em processos eleitorais marcados por acusações de fraude. María Corina Machado, também opositora de Maduro e distinguida com o Nobel da Paz 2025, afirmou este sábado, através das redes sociais, que “chegou o momento” de Edmundo González Urrutia ser reconhecido como o presidente legítimo da Venezuela."A comunidade internacional tem de ser criticada porque faltou força a esta questão, portanto pedimos apoios para o vencedor de eleições. Que o país possa ser entregue a Edmundo e Corina e que haja eleições", disse o líder parlamentar da IL. O liberal via o "maior êxodo em países que não estão em guerra", ainda assim concorda que houve uma "violação do direito internacional" com a ação dos EUA. "Prioridade agora é evitar uma guerra civil", conclui. Em termos de política externa, a IL quer ainda "a autodeterminação dos povos tal como consta no direito internacional" e que se "estabeleça uma representação portuguesa em Taiwan, iniciando os procedimentos necessários para a criação de uma estrutura que promova os interesses de Portugal em Taiwan, abrangendo funções económicas, culturais e/ou consulares." Mário Amorim Lopes diz que o partido "teme que não haja apoio no Parlamento por falta de coragem política por, possivelmente, temer-se represálias da China."Os liberais comparam a situação de Taiwan à de Timor há mais de 25 anos. "O povo tem direito à autodeterminação tal como Timor quanto à Indonésia. Decidimos bem. Há um perigo claro de invasão chinesa", advoga. Amorim Lopes justifica que a IL também concordou "com o reconhecimento da Palestina como estado", vincando que só reforçara que "a soberania deveria estar garantida" e que não existissem "organizações terroristas que se apropriem do país e que queiram eliminar Israel.".Taiwan anuncia planos para "defender permanentemente" a ilha contra "ameaça chinesa".IL acusa Governo de "submissão a regimes totalitários" da Venezuela e Moçambique