Ministra do Trabalho, Maria Palma Ramalho
Ministra do Trabalho, Maria Palma RamalhoLeonardo Negrão

Entendimento sobre reforma da Segurança Social "terá que ter pacto de regime"

Ministra do Trabalho manifestou "total" disponibilidade para ser ouvida na Assembleia da República sobre o relatório do grupo de trabalho.
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A ministra do Trabalho voltou a afastar uma reforma estrutural da Segurança Social, referindo que este é um momento para reflexão, mas admitiu que um eventual entendimento futuro terá que depender de um pacto de regime.

Em declarações aos jornalistas à margem da conferência “Social Conecta: Primeiro Pessoas”, Rosário Palma Ramalho manifestou esta segunda-feira, 7 de setembro, "total" disponibilidade para ser ouvida na Assembleia da República sobre o relatório do grupo de trabalho criado para estudar a reforma da Segurança Social e garantiu que "as pensões atuais são absolutamente sagradas".

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social explicou que "o que estava inscrito no programa do Governo era que haveria uma reflexão profunda" sobre a sustentabilidade da Segurança Social, pelo que o objetivo do relatório é "dotar os poderes públicos, toda a sociedade civil e todos os partidos políticos" a refletirem "sobre o problema da sustentabilidade da Segurança Social".

Questionada sobre se vê as medidas sugeridas pelo grupo de trabalho liderado por Jorge Bravo, como por exemplo a adoção de planos de pensões profissionais de adesão automática ou a criação de uma conta de poupança para a reforma para os jovens como medidas complementares, como medidas que pudessem avançar nesta legislatura, Palma Ramalho não respondeu diretamente.

"Este é o momento para refletirmos e eventualmente para chegarmos a um entendimento terá que ter um pacto de regime. Desse entendimento se verá o que avança primeiro e em que circunstâncias é que avança", vincou.

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