Luís Montenegro no seu primeiro debate quinzenal como primeiro-ministro.
Luís Montenegro no seu primeiro debate quinzenal como primeiro-ministro.MIGUEL A. LOPES/LUSA

Debate quinzenal com Montenegro terá Saúde como ponto central, mas também habitação, lei laboral e Gronelândia

Há duas semanas, primeiro-ministro anunciou viaturas para o INEM, porém a oposição não largará o tema. Lei Laboral e Habitação na agenda, ameaças à Europa vindas de Trump não ficam à margem.
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Depois de o Parlamento ter suspendido atividade para a campanha eleitoral da primeira volta das Presidenciais, esta quarta-feira (21 de janeiro) Luís Montenegro vai, ao início da tarde, à Assembleia da República para o debate quinzenal. Nele, espera-se que o Executivo assinale melhorias na Saúde e opte por centrar o discurso na perspetiva de crescimento económico, mas também no investimento que prometeu e depois foi validado em Conselho de Ministros para a área da Saúde. No caso anunciou 275 viaturas, entre os quais 163 ambulâncias, 34 VMER e 78 outros veículos”, totalizando quase 17 milhões de euros de investimento.

Na semana trágica, com três mortes, que antecedeu esse debate, a oposição usou a Saúde como grande arma de arremesso. Não será muito diferente nesta quarta-feira, assim se espera, ainda que entrem outros temas na agenda. As propostas de PAN, PS e Chega para a Habitação não foram aprovadas há duas semanas e o caminho é criticado pela oposição, da esquerda à direita. A esquerda pedie tetos máximos e investimento público para uma maior regulação, tal como taxas direcionadas para o Alojamento Local ou prédios devolutos; o Chega visa uma maior edificação.

Bloco de Esquerda e PCP centrarão ainda atenções no pacote de propostas de alterações à Lei Laboral, já tendo pedido reuniões com as centrais sindicais para se munirem de argumentos face ao que o Governo propõe flexibilizar tendo em conta a visível e generalizada contestação às medidas anunciadas no verão, sem que tivessem sido, explicitamente, divulgadas em campanha eleitoral para as Legislativas.

As declarações de Donald Trump, as possíveis taxas a aplicar a produtos vindos da Europa, mas também a crescente ameaça de uma intervenção norte-americana na Gronelândia levam vários partidos a reunir esforços para que haja uma tomada de posição do Governo. Luís Montenegro será questionado maioritariamente pela esquerda sobre o posicionamento em relação às ameaças de Trump, já depois de o primeiro-ministro ser instado a pronunciar-se sobre a detenção de Maduro na Venezuela. Também a Iniciativa Liberal exige uma resposta mais pronta quando a Europa pode estar numa situação de perigo.

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