Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos MoedasGerardo Santos

Câmara de Lisboa diz que ataque à Marcha pela Vida mostra "banalização de correntes ideológicas totalitárias"

Voto de condenação de Carlos Moedas e dos vereadores da sua maioria exorta todas as forças políticas a demarcarem-se de movimentos e organizações "que fomentem a intimidação, a coação e a agressão".
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Um voto de condenação ao ataque à Marcha pela Vida, assinado pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, e pelos vereadores que constituem a sua maioria, exorta todas as forças políticas "a afirmarem, sem ambiguidades, a sua demarcação de movimentos e organizações com discursos e práticas incompatíveis com os valores do Estado de Direito" e que "provoquem erosão às regras do convívio democrático e/ou que fomentem a intimidação, a coação e a agressão".

O texto reafirma o "compromisso inabalável" da Câmara de Lisboa com o Estado de Direito, o pluralismo político e a segurança das pessoas, "rejeitando todas as formas de extremismo e violência". E, além de manifestar condenação pelo ato de violência contra os participantes na Marcha pela VIda, aos quais foi arremessado um cocktail Molotov que não chegou a deflagrar, saúda a atuação das forças de segurança, "que evitou consequências de maior gravidade para todos os envolvidos".

Descrevendo o ataque ocorrido junto à Assembleia da República, no final da tarde de sábado, como "um grave incidente de violência que atentou contra a integridade física dos participantes e contra os princípios fundamentais que regem o Estado de Direito democrático", os autores do voto de condenação defendem que se tratou "de um ato inadmissível, que em circunstância alguma pode ser relativizado ou tolerado".

"Lisboa é e continuará a ser uma cidade assente na convivência plural, no respeito pela diferença e na livre expressão de múltiplas ideias e mundividências. A tentativa de intimidação ou de condicionamento do exercício desses direitos, através da violência, constitui uma ameaça inaceitável, que exige uma resposta firme das instituições públicas e de todos os democratas", lê-se no texto assinado pelos elementos que constituem o executivo municipal.

Ainda segundo o voto de condenação, situações como o ataque ocorrido no sábado "constituem um sinal inequívoco das consequências, por vezes irreversíveis, da banalização de correntes ideológicas totalitárias, de condutas que ameaçam o liberalismo político e refletem a urgência do regresso à valorização do equilíbrio e da moderação".

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