Paulo Núncio é o líder parlamentar do CDS-PP.
Paulo Núncio é o líder parlamentar do CDS-PP.Reinaldo Rodrigues

CDS-PP apresenta voto de condenação ao "ataque extremista e criminoso" contra a Marcha pela Vida

Grupo parlamentar centrista pretende que os restantes deputados se comprometam "com a proteção da vida, da liberdade de expressão e de consciência, e com o combate à violência política".
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O grupo parlamentar do CDS-PP quer que a Assembleia da República "condene veementemente o ataque extremista e criminoso contra as famílisa, crianças e bebés" que aconteceu na Marcha pela Vida, no final da tarde de sábado, quando um homem lançou um cocktail molotov contra os participantes no protesto, junto à Assembleia da República.

Num projeto de voto apresentado nesta segunda-feira (23), os deputados centristas pretendem também que a Assembleia da República "reafirme o compromisso do Estado e do Parlamento com a proteção da vida, da liberdade de expressão e de consciência e com o combate à violência política", além de saudarem a "intervenção rápida, pronta e eficaz" das forças de segurança e da população presente no local, "que impediram que este ato criminoso tivesse consequências dramáticas".

No texto apresentado pelo grupo parlamentar do CDS-PP lê-se que a Marcha pela Vida, "marcada pela presença forte de famílias, crianças e bebés, num ambiente de grande festa, música e alegria", foi perturbada por um homem de 39 anos, "com a cara tapada, que se encontrava acompanhado por um grupo de pessoas", tendo arremessado um cocktail molotov para cima de pessoas que "se encontravam a cantar, a dançar e a conversar".

Apesar de o autor do ataque não ter conseguido acender o pavio do engenho incendiário improvisado, os deputados centristas, cujas jornadas parlamentares arrancaram nesta segunda-feira, realçam que "a gasolina espalhou-se por cima de bebés, incluindo recém-nascidos que se encontravam no colo dos pais, crianças e adultos, que ali estavam pacificamente".

"Este ataque extremista a famílias, crianças e bebés inocentes revela um ódio e um radicalismo político intolerável num Estado de Direito Democrático. Qualquer ato de violência política contra inocentes tem de ser veementemente condenado, venha de onde e de quem vier. Ainda para mais, quando o objetivo deste ato criminoso era vitimar famílias, crianças e bebés inocentes", defendem os centristas, salientando que o ataque, condenado pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, "podia ter sido verdadeiramente trágico, com vários mortos e feridos a lamentar".

Acrescentam os centristas, exigindo "o mais absoluto repúdio" das instituições democráticas ao que aconteceu junto à Assembleia da República, no final da tarde de sábado, que "a violência política nunca pode ser justificada numa democracia livre e num Estado de Direito, sobretudo quando se dirige contra aqueles que se reúnem pacificamente para afirmar a dignidade da vida humana. E constitui "um atentado muito grave, não apenas contra as pessoas concretas que lá se encontravam, mas contra um princípio fundamental da nossa democracia: o respeito inviolável pela vida, pela dignidade da pessoa humana e pela liberdade de consciência, de expressão e de associação".

Como o DN noticiou nesta segunda-feira, a Federação Portuguesa pela Vida, promotora dos protestos contra o aborto e contra a eutanásia, vai pedir uma audiência a Luís Neves e defende que o ataque seja tratado como um ato terrorista.

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