Cavaco considera que há ruído excessivo contrário aos interesses do país
O antigo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva considerou esta terça-feira, 15 de setembro, que há ruído político e mediático excessivo, contrário aos interesses do país, sem querer desenvolver o assunto nem apontar responsáveis.
Cavaco Silva foi abordado pela comunicação social à saída da Fundação Champalimaud, em Lisboa, onde assistiu à cerimónia de entrega do Prémio António Champalimaud de Visão.
"Não quero acrescentar nada a todo o ruído político que anda por aí, que eu penso que não serve os interesses do país", declarou o antigo chefe de Estado, referindo estar "na condição de reformado das questões de política".
Instado a concretizar a que se estava a referir, Cavaco Silva pediu desculpa, mas disse não querer "acrescentar nada ao ruído mediático" que no seu entender "existe neste momento no país, demasiado intensivo e se calhar muito pouco justificativo".
A meio destas declarações, o também antigo primeiro-ministro e antigo presidente do PSD, que estava acompanhado pela sua mulher, Maria Cavaco Silva, comentou: "Já estava a perder a minha mulher, que é a riqueza da minha vida. Isto é uma história de amor que eu agora não posso falar sobre ele".
Estiveram presentes nesta cerimónia na Fundação Champalimaud, entre outros, o Presidente da República, António José Seguro, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o antigo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, que não prestaram declarações aos jornalistas.

