Caso Luís Neves: Ventura critica Montenegro pela "incapacidade de perceber que este ministro já não existe"
O líder do Chega, André Ventura, reagiu nesta sexta-feira às últimas notícias sobre Luís Neves, apontando a Luís Montenegro "incapacidade de perceber que este ministro já não existe", insistindo na ideia de que o primeiro-ministro "mata a sustentabilidade do Governo" ao manter o antigo diretor nacional da Polícia Judiciária na pasta da Administração Interna.
Referindo-se às notícias da CNN Portugal e do Nascer do Sol sobre a utilização de um automóvel confiscado numa operação da Polícia Judiciária pelo atual ministro, e que também põem em causa que tenham sido exigidos à Polícia Judiciária 150 mil euros pela destruição dos produtos químicos que estavam no atrelado entregue à empresa Construbarcelos, tal como foi garantido por Luís Neves em conferência de imprensa, Ventura disse ser "inaceitável e intolerável" a ideia de que "uma mentira seja dita, redita e assumida como forma de esclarecimento".
Numa declaração proferida na sede nacional do Chega, no final de uma reunião com o Governo-sombra e com deputados das comissões parlamentares de Orçamento e Finanças e de Segurança Social, convocada para analisar o relatório que disse ter sido "encomendado pelo Governo para tentar neutralizar" a sua proposta de baixar a idade da reforma, o líder do maior partido da oposição voltou a acusar Luís Neves de "descredibilizar o Estado e a Polícia Judiciária".
Dirigindo-se a José Luís Carneiro, que horas antes dissera não "ir fazer o favor ao primeiro-ministro de pedir a demissão do ministro da Administração Interna", André Ventura disse que "até o secretário-geral do PS percebeu que não pode manter-se na posição de silêncio e de cumplicidade que estava a ter".
Para o líder do Chega, as revelações "sórdidas e bizarras" acerca de decisões tomadas por Luís Neves enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária mostram um "circuito de cumplicidades, favorecimentos, proteção própria e ataque a outros que não pode ser tolerado". Nesse sentido, defendeu que a comissão parlamentar de inquérito que irá arrancar quando forem retomados os trabalhos da Assembleia da República é "verdadeiramente importante" para defender a credibilidade da Polícia Judiciária.
