O social-democrata José Luís Tavares, que foi o 13.º candidato da coligação Por Ti, Lisboa, à frente da qual Carlos Moedas foi reeleito presidente da Câmara de Lisboa, declarou que não irá votar em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, pois vê nele "o rosto do PS que deixou o país na situação caótica em que se encontra".O militante social-democrata, que não respondeu a uma pergunta do DN quanto às condições em que poderá vir a votar em André Ventura na segunda volta, defendeu, num texto partilhado nas suas redes sociais, que nunca ouviu Seguro "dizer que o país falhou, com quatro milhões de pobres e emigração de jovens quadros, porque as políticas do PS (o seu partido) falharam desde que António Guterres foi primeiro-ministro, não aproveitando o embalo do desenvolvimento levado a cabo pelos dez anos de Cavaco Silva".. "Nunca ouvi Seguro criticar os péssimos oito anos de António Costa, que culminaram com corrupção e uma política de imigração completamente descontrolada. Bem sei que Seguro tem a mais-valia de se ter oposto a Costa e saído pelo seu pé. Mas o facto é que, desde então, nunca mais soube algo do homem e do que pensa para o país", escreveu o candidato autárquico, que não foi eleito nas autárquicas de 2025, visto que a coligação Por Ti, Lisboa só obteve oito vereadores.Considerando-se "bem vacinado com o vírus Marcelo" quanto à existência de "homens providenciais", José Luís Tavares defende que o discurso de vitória de António José Seguro foi o de "um candidato a primeiro-ministro e não a Presidente da República". E deixa uma pergunta retórica: "O que irá fazer Seguro, sob pressão, quando as coisas começarem a correr mal?"De igual modo, após destacados militantes e dirigentes do PSD, como o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, e o ex-ministro Miguel Poiares Maduro, terem anunciado que votarão no antigo secretário-geral do PS a 8 de fevereiro, José Luís Tavares pergunta-se "quem, em consciência, iria votar no mesmo candidato em que toda a tropa fandanga socialista irá votar?" E acrescenta que Seguro será o candidato "em que a larga maioria da extrema-esquerda também irá votar"..PSD divide-se no apoio a Seguro e Luís Montenegro terá decisão a tomar.Presidenciais: Líder da Nova Direita inspira-se em Cunhal ao anunciar voto em André Ventura na segunda volta