Os eleitores do Chega são os únicos que fazem um balanço negativo dos dois mandatos de Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República, em claro contraste com todos os outros segmentos da população portuguesa. Segundo os resultados do Barómetro DN/Aximage de março, no qual foi pedido aos inquiridos que dessem opinião acerca do desempenho do professor universitário, que na próxima segunda-feira verá António José Seguro suceder-lhe como Chefe de Estado, entre aqueles que votam no partido de André Ventura, apenas 7% consideram que a atuação foi muito positiva, e 28% dizem que foi positiva, enquanto 32% a apontam como tendo sido negativa e 29% dizem que foi muito negativa.A má imagem que o antigo líder social-democrata deixou no eleitorado do Chega não impede que o conjunto dos 551 inquiridos no Barómetro DN/Aximage tenham boa impressão dos seus dois mandatos. Marcelo Rebelo de Sousa apresenta um saldo positivo global de 40 pontos percentuais, com 16% a fazerem uma avaliação muito positiva, 52% positiva, 20% negativa e apenas 8% muito negativa..Entre os maiores partidos, é nos eleitores do PS que o Presidente da República cessante tem maior percentagem de avaliações muito positivas (23%), enquanto 19% dos inquiridos que votaram na AD manifestaram igual opinião. Já entre quem responde que a avaliação foi positiva acaba por existir um maior peso dos eleitores da coligação que deu origem aos governos de Luís Montenegro (62%) do que nos socialistas (54%). E tão niveladas quanto notoriamente minoritárias são as percentagens de desagradados com a década de Marcelo no Palácio de Belém: 16% dos eleitores da AD consideram que foi negativa e 2% que foi mesmo muito negativa, enquanto 17% dos votaram PS a apontam como negativa e 3% como muito negativa. Marcelo Rebelo de Sousa também convence os abstencionistas, com 15% a dizerem que os seus mandatos foram muito positivos e 51% a considerarem que terão sido positivos. Em sentido inverso, só 18% os qualificam de negativos e 1% de muito negativos, enquanto 15% dos inquiridos não responderam ou não tiveram opinião. E, apesar de a Aximage advertir que são menos relevantes do ponto de vista estatístico, os eleitores da Iniciativa Liberal e do Livre convergem na elevada aprovação do Presidente da República cessante. Entre quem vota no partido presidido por Mariana Leitão, 4% dizem que os mandatos foram muito positivos e 77% optaram pelo positivo, com apenas 20% a deixarem o rótulo de negativo. Nos eleitores do partido que tem Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes como co-porta-vozes, 10% optaram pelo muito positivo, 54% pelo positivo e apenas 27% pelo negativo. Fora das preferências partidárias, a muito elevada aprovação dos mandatos presidenciais de Marcelo Rebelo de Sousa prima por ser uniforme. Praticamente não há diferença entre homens e mulheres, com 15% deles e 16% delas a dizerem que os dois mandatos presidenciais foram muito positivos. No que diz respeito aos inquiridos que fazem uma avaliação positiva, estão em causa 51% dos homens e 53% das mulheres, com 20% dos homens e 21% das mulheres a dizerem que foram negativos. Já naqueles em que o até agora Presidente da República deixa pior impressão, com uma avaliação muito negativa, há 11% de homens e 5% de mulheres.Analisando o estatuto sócio-económico, sem nunca deixar de ter saldo muito positivo, Marcelo levanta maiores reservas entre os mais ricos, da Classe A/B: 13% dizem que os mandatos foram muito positivos e 50% descrevem-nos como positivos, mas há 22% de inquiridos a dizer que foram negativos e 11% que foram muito negativos. Pelo contrário, os mais pobres, inseridos na Classe D, têm 19% a dar a melhor avaliação e 55% a considerarem que os mandatos foram positivos, havendo somente 15% a apontá-los como negativos e 5% como muito negativos.Também ligeiramente menos positivos são os saldos no Norte e no Centro, e entre os inquiridos entre os 35 e os 49 anos, mas o Barómetro DN/Aximage deixa claro que Marcelo sai em alta. .Ficha técnica.Objetivo do Estudo: Sondagem de opinião realizada pela Aximage - Comunicação e Imagem Lda. para o DN relativa a barómetro político e temas da atualidade. Universo: Indivíduos maiores de 18 anos eleitores e residentes em Portugal. Amostra: Amostragem por quotas, obtida a partir de uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTSII),a partir do universo conhecido, reequilibrada por género (2), grupo etário (4) e região (4). A amostra consiste em entrevistas efetivas: 551 entrevistas CAWI; 268 homens e 283 mulheres; 123 entre os 18 e os 34 anos,148 entre os 35 e os 49 anos, 155 entre os 50 e os 64 anos e 125 para os 65 e mais anos; Norte 194, Centro 125, Sul e Ilhas 68, Área Metropolitana de Lisboa 164. Técnica: Aplicação online - CAWI (Computer Assisted Web Interviewing) - de um questionário estruturado, devidamente adaptado ao suporte utilizado, a um painel de indivíduos que preenchem as quotas pré-determinadas. O trabalho de campo decorreu entre 2 e 3 de março de 2026. Taxa de resposta:87,46%. Margem de erro: O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de + ou - 4,2%. Responsabilidade do estudo: Aximage - Comunicação e Imagem Lda.,sob a direção técnica de Ana Carla Basílio.