Ana Simões Silva
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Ana Simões Silva confirmada como nona vereadora de Carlos Moedas

Votação aconteceu na manhã desta sexta-feira na Câmara Municipal e ficou firmada a maioria absoluta para o presidente lisboeta. Oposição colocou-se contra, só PCP se absteve.
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Está confirmada a inclusão de Ana Simões Silva como vereadora com pelouro no Executivo de Carlos Moedas. A médica dentista, eleita pelo Chega, tinha passado a independente por se sentir desvalorizada no gabinete comandado por Bruno Mascarenhas.

Para acomodar a nona vereadora e a consequente maioria absoluta, Carlos Moedas delegou competências: ne Saúde e Desperdício Alimentar, o primeiro no qual Ana Simões Silva tem formação profissional, o segundo onde é ativa na sociedade civil desde há muito tempo.

Foi convocada uma reunião extraordinária para o efeito e a votação da coligação Por Ti, Lisboa, garantiria sempre a nomeação. Chega, Livre, Bloco de Esquerda e PS votaram contra. O PCP absteve-se.

Os vereadores da Iniciativa Liberal, apesar de terem tido indicação pré-eleitoral de que não havia permissão para negociar com o Chega, votaram favoravelmente à entrada da eleita pelo partido de André Ventura, há cerca de um mês declarada independente.

Até aqui, a coligação PSD/CDS-PP/IL tinha contado com os votos favoráveis dos vereadores do Chega para a duplicação de rácios do Alojamento Local, na alteração ao regimento e reforço dos poderes do Presidente e no Orçamento para 2026. Desta forma, passa a ter superioridade com os nove votos, o que nunca acontecera no primeiro mandato de Moedas.

A oposição uniu-se na crítica. Ao DN, Bruno Mascarenhas apontou à dentista uma “traição”. “O objetivo da vereadora era ter um ordenado. As pessoas vendem-se não por projetos nem por objetivos políticos. Percebeu que só teria senhas de presença e nada mais e foi oferecer-se a Carlos Moedas”, acusou na quarta-feira, prosseguindo com o tom: “Tinha competências na área social, mas era uma desconhecida. Era através da minha liderança que iria aprender. Traiu-me, aos eleitores e ao partido.”

Neste momento, face ao desequilíbrio no Executivo e oposição, PS entende que os bloqueios possíveis a certas medidas só se poderão fazer na Assembleia Municipal, onde a eleição de vários autarcas diminuiu a supremacia da Câmara.

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