Vice-almirante Henrique Gouveia e Melo nomeado para liderar task force

Marcelo Rebelo de Sousa queria as Forças Armadas com mais competências no planeamento e logística da vacinação contra a covid-19. E foi nomeado o vice-almirante Gouveia e Melo.

Com a demissão de Francisco Ramos da task force para o plano de vacinação contra a covid-19, o Presidente da República defendeu que as Forças Armadas devem um papel mais forte no planeamento e logística da vacinação, segundo o Expresso. E passado pouco tempo ficou a saber-se que o Ministério da Saúde nomeou para o cargo o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo.

O vice-almirante já fazia parte da task force para a vacinação contra a covid-19, nomeado pelo ministro da Defesa. Gouveia e Melo, de 59 anos, navegou 22 anos em submarinos e comandou o Delfim e o Barracuda. É também o chefe da equipa de quatro militares que há quase dois meses estão a ajudar os hospitais públicos de Lisboa a enfrentar a escalada de internamentos de doentes covid e a revolucionar, pacificamente, toda a gestão de camas dedicadas à covid-19.

"Gostamos de prestar serviço de forma silenciosa", disse aos jornalistas o vice-almirante, lembrando que as Forças Armadas já estão desde o início da pandemia no combate à doença, nomeadamente com 700 militares destacados para o rastreio e muitos no apoio à vacinação.

Henrique Gouveia admitiu que a "tendência para a desorganização" faz parte do processo, em resposta às irregularidades detetadas nas administração das vacinas. "Bastava uma para ser lamentável", disse. "Vamos tentar com a nossa cultura militar" controlar o processo, mas advertiu que será o Ministério da Saúde a coordenar o processo. "Vamos apertar as regras", frisou ainda.

Henrique Gouveia e Melo já foi porta-voz da Marinha e, em janeiro de 2020, tomou posse como adjunto para o Planeamento e Coordenação do Estado-Maior General das Forças Armadas.

Pouco antes de se saber do nome que iria substituir Francisco Ramos, que se demitiu depois de ter constatado irregularidades na administração das vacinas no próprio hospital que dirigia, a Cruz Vermelha, sabia-se que Marcelo defendia que os militares deviam ter um papel reforçado neste campo. A mesma posição foi defendida pelo líder do maior partido da oposição, Rui Rio.

As Forças Armadas estavam também já a apoiar o Ministério da Saúde no planeamento e logística da distribuição da vacinas desde 28 de dezembro, quando foi anunciada a disponibilização de 11 militares.

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