O governo prevê um crescimento de 7,2% da receita de contribuições sociais no próximo ano, para 29 460,5 milhões de euros, face à previsão de execução para 2024, impulsionado pelo esperado crescimento da atividade económica..O abrandamento da taxa de desemprego, o crescimento do emprego, a previsão de crescimento do PIB e das remunerações por trabalhador são as justificações avançadas para a subida das contribuições sociais e quotizações. .As transferências correntes do Orçamento do Estado para a Segurança Social deverão atingir 9349,6 milhões de euros (excluindo a transferência para cobertura do Regime Substitutivo dos Bancários), o que traduzirá um aumento de 656,8 milhões de euros face a 2024..A receita efetiva total da Segurança Social prevista é de 45 045,7 milhões de euros, um aumento de 3038,4 milhões de euros, adianta a proposta de Orçamento do Estado para 2025, entregue esta quinta-feira na Assembleia da República..A previsão de crescimento da receita é justificada pelo acréscimo das contribuições (no montante de 1968,4 milhões de euros) e do aumento das transferências da Administração Central (443,9 milhões de euros)..A despesa deverá registar um aumento de 4,8%, para um montante na ordem dos 39 386,8 milhões de euros. A despesa com pensões e complementos deverá ascender a 23 947,4 milhões de euros (sem integrar as do Regime Substitutivo dos Bancários), o que representará perto de 60,8% da despesa total efetiva e um crescimento de 3,4% em relação a 2024..No capítulo da despesa estão previstos ainda aumentos no abono de família (4,1%), prestação social para a inclusão (10,8%), subsídio de apoio ao cuidador informal (8,3%), rendimento social de inserção (3,4%), subsídio e complemento de doença (7,1%), nos programas e prestações de ação social (11%) e as prestações de parentalidade (8%), entre outras..Relativamente às prestações de desemprego e de apoio ao emprego está prevista uma despesa de 1604,9 milhões de euros em 2025, um aumento de 1% relativamente à previsão de execução para 2024..O saldo orçamental da Segurança Social deverá ficar nos 5659 milhões de euros na ótica da contabilidade pública (excluindo o saldo do ano anterior, os ativos e os passivos financeiros).