Costa promete "falar com todos" sem se desviar do programa do PS

Entrevistado esta terça-feira à noite, o secretário-geral do Partido Socialista afirmou que o seu partido "não tem programa escondido" e tentou sublinhar o que são, na sua opinião, as zonas cinzentas do principal adversário.

Caso ganhe as eleições, António Costa promete "falar com todos" -- menos o Chega -- mas sem nunca se desviar do programa do PS. Foi o que garantiu o secretário-geral do Partido Socialista esta terça-feira à noite, em entrevista à CNN Portugal.

António Costa reiterou a ideia que "o PSD é um partido que aceita ficar dependente do Chega" para ver um possível governo seu ser viabilizado. "Nunca terei um governo dependente do Chega", garantiu..

De resto, Costa repetiu a posição de que está aberto ao "diálogo" com todas as forças políticas que ganhem representação parlamentar no dia 30 de janeiro -- exceto o partido liderado por André Ventura, uma ideia que tem andado a promover desde segunda-feira.

Para Costa, nesta fase, "o que é importante é todos deixarem muito claro o que é o seu programa".

Isto porque, garantiu, "o PS não tem nenhum programa escondido", ao contrário do PSD, segundo diz. Aliás, este foi o tema principal da sua campanha esta terça-feira, com gosta a ter inclusivamente utilizado a expressão "gato escondido" no programa eleitoral do PSD, durante a tarde.

Costa tentou depois dar alguns exemplos do que são essas zonas mal explicadas: "O que é que o PSD diz sobre a subida do Salário Mínimo Nacional, que no ano passado foi contra"; "o PSD continua convencido que é com base nos baixos salários que se ganha competitividade"; queremos um Serviço Nacional de Saúde que seja público e que seja tendencialmente gratuito, o que o dr. Rui Rio me disse foi que é preciso ver quem é que pode pagar... ora isso é uma diferença muito importante [relativamente ao PS]".

Quanto a este último ponto, Costa fez ainda questão de sublinhar: "Nós ao fim de dois anos de pandemia temos uma certeza, é que não queremos aventuras com o SNS".

Caso seja governo, o Orçamento que irá apresentar será o mesmo "com as alterações que foram conhecidas", acrescentou. Um documento que depois, admitiu, poderá sofrer alterações, "desde que sem se deviar do programa do PS".

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