O candidato presidencial Jorge Pinto pediu hoje aos militantes do Livre e aos democratas que “votem livremente” no nome que “dê mais garantias de defesa da Constituição” numa carta em que não apela ao voto em si na eleição de domingo.Numa carta enviada hoje aos militantes do Livre e a "todos os democratas", a que a Lusa teve acesso, Jorge Pinto lembra que assumiu, desde o início da candidatura, que as “esquerdas ainda iam a tempo de assumir um pacto republicano, assente na defesa da República” para “enfrentar um momento histórico em que a esquerda parte de uma situação de desvantagem” significativa.“Não preciso de vos relembrar que esta ideia foi ou menosprezada, ou ironizada, ou até deturpada. Não terá sido certamente por responsabilidade da nossa candidatura que não se avançou para um diálogo franco sobre como este pacto republicano poderia ter sido materializado, e isso até com consequências para a própria candidatura, sobre a qual, fruto desta transparência e abertura, passou a pairar permanentemente uma aura de ‘desistência’, por mais tentativas de esclarecimento feitas”, lamenta.Esta missiva surge horas depois de o candidato apoiado pelo Livre ter dito que percebe que os eleitores queiram votar numa candidatura que impeça uma segunda volta entre um candidato antidemocrático e outro “demasiado próximo do Governo”. Neste momento decorre um comício da candidatura na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto.Jorge Pinto salienta a importância da sua candidatura, mas, dirigindo-se aos eleitores, pede-lhes que façam as “suas escolhas de forma consciente” e agradece aos que já votaram, mas ressalva que entende os que “gostariam de votar” em si mas “não o farão com receio do que possa ser a segunda volta”.Sem nunca apelar ao voto na sua candidatura, Jorge Pinto diz que “entende e ouve” os que não votarão em si, mesmo que fosse essa a sua vontade, e pede a todos que “votem, livremente, no nome que a consciência ditar e que mais garantias dê de defesa da nossa Constituição”.“Esta será uma luta a travar logo na campanha da segunda volta das presidenciais, na qual a nossa pressão tem de garantir que o tema se mantém na agenda e que os portugueses, os agentes políticos e o próximo Presidente da República têm consciência do risco de golpada constitucional que temos pela frente. Assim como assegurar o mais importante - que são tomadas todas as medidas possíveis para a defesa da nossa Constituição”, afirma.O candidato apoiado pelo Livre frisa, como já fez nesta campanha, que as desistências na corrida a Belém “dificilmente se repetirão”, dada a implementação de voto antecipado.Para Jorge Pinto, com a possibilidade de se votar antecipadamente, os “prazos para qualquer tipo de convergência são drasticamente antecipados” uma vez que “nenhuma candidatura irá abdicar de estar oficialmente no boletim já depois de votos terem sido expressos”.“Caso isso acontecesse, todos esses votos passariam a ser considerados como nulos e isso seria trair aqueles que em nós confiaram e trair o seu próprio sentido de voto. Portanto, a não resposta por parte de outras candidaturas à proposta e abertura para um pacto republicano logo quando ele foi anunciado e proposto, significou, na prática, a impossibilidade de qualquer forma de convergência”, frisa.O candidato conclui repetindo o apelo de que “nenhum caminho se faz sozinho”. e que nunca deixará de “dizer presente”, depois de uma carta em que frisa que foi cumprido o objetivo de estar “no centro do debate”.“Com esta candidatura, conseguimos marcar a agenda com este ponto, obrigando a que os outros candidatos se pronunciassem sobre o que fariam e como fariam para defender aquela que é a última linha de defesa dos portugueses, a nossa Constituição. A tomada de posição e, em alguns casos, a evolução no que diz respeito a essa posição, é, desde já, uma vitória desta candidatura”, lê-se no texto.Lusa.O candidato presidencial Gouveia e Melo avisou hoje a esquerda que, numa eventual segunda volta das eleições presidenciais, entre André Ventura e António José Seguro, o líder da “extrema-direita” pode derrotar o antigo secretário-geral socialista.Gouveia e Melo fez esta alusão às sondagens que colocam Ventura e Seguro numa segunda volta das presidenciais no discurso que proferiu no final de um comício da sua candidatura, no edifício da Alfandega, no Porto.“A esquerda pode correr o risco de acabar nestas eleições com um Presidente da República de extrema-direita, porque isso não está fora de causa. Cuidado com a inutilidade do vosso voto”, declarou.Na parte inicial do seu discurso, também de referiu à direita democrática e à “inutilidade do voto” neste setor ideológico nas eleições do próximo domingo, falando então do candidato que “confundiu os seus interesses pessoais com os interesses do Estado”.“Nesta situação, é só uma a opção: votar num candidato independente, suprapartidário, que não é contra a esquerda, que não é contra a direita, que não tem partidos e que a vitória desse candidato não é uma derrota partidária. É uma mudança para melhorar o nosso sistema”, sustentou.Lusa.O ex-presidente da Iniciativa Liberal Rui Rocha garantiu hoje que nunca recebeu qualquer queixa contra João Cotrim Figueiredo, que está ser acusado de assédio sexual por parte de uma ex-assessora parlamentar do partido.“As acusações que têm sido discutidas nos últimos dias são aparentemente imputadas ao período em que fui presidente da Iniciativa Liberal. É minha obrigação cívica esclarecer publicamente que nunca recebi qualquer queixa sobre o João Cotrim de Figueiredo, seja de que natureza for, referente a esse momento temporal ou a qualquer outro”, refere Rui Rocha numa nota enviada à agência Lusa.Em declarações à Lusa, Rui Rocha indicou que as acusações contra Cotrim ocorreram no período em que liderou o partido, pelo que sentiu necessidade de fazer uma declaração pública sobre o caso.Lusa.O candidato presidencial Marques Mendes apelou hoje à concentração de votos na sua candidatura já na primeira volta, pedindo que não se deixe para a “lotaria da segunda volta” a defesa de valores como a estabilidade e democracia.Num comício no Porto, no penúltimo dia de campanha eleitoral, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP disse ter ouvido na rua, nestas duas semanas, a mensagem de que “os portugueses querem mais Governo”, em áreas como a saúde e as pensões, e até do Presidente da República.“Compreendo, aceito esse desafio. Nós vamos trabalhar para dar mais aos portugueses. Na Presidência da República, na relação com o Governo, na relação com os partidos, a fazer consensos, a estabelecer convergências na estabilidade e na ambição”, assegurou.Marques Mendes deixou, por outro lado, a garantia de que, se for eleito, consigo não haverá “surpresas ou ziguezagues, nem funcionará a lógica do catavento”.“Não, não serei um Presidente que cria crises. Mas também quero dizer-vos: se alguém quiser criar uma crise política, também não hesitarei em tomar as decisões necessárias para a resolver”, disse, sem explicitar em concreto ao que se referia.No final da sua intervenção, o candidato e antigo líder do PSD dramatizou a “importância capital” do voto no próximo domingo.“Não entreguemos à lotaria da segunda volta a defesa da liberdade, da democracia e de uma maior coesão para Portugal. Temos que agir já intensamente nesta primeira volta, votando de forma maciça nesta candidatura”, apelou.Mendes pediu a todos que “tenham a coragem de acreditar” que é possível vencer esta eleição e “passar já a segunda volta em primeiro lugar”, através de uma concentração de votos em si.“Não entreguemos à lotaria da segunda volta o nosso país. Não entreguemos à lotaria da segunda volta o nosso futuro. Não entreguemos à lotaria da segunda volta a nossa estabilidade”, apelou.Lusa.O candidato presidencial António José Seguro tomou hoje “boa nota” da declaração de Jorge Pinto, que pediu aos eleitores para que “votem livremente”, e considerou que todos os votos que cheguem até ao fecho das urnas “vêm a tempo”.Enquanto visitava o Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, foi noticiada a declaração do seu opositor Jorge Pinto que pediu aos eleitores para que “votem livremente” e que afirmou que percebe o voto numa candidatura que impeça uma segunda volta entre um candidato antidemocrático e outro “demasiado próximo do Governo”.“Eu tomo boa nota da declaração que o candidato Jorge Pinto acabou de fazer e reafirmo aquilo que tenho dito nos últimos dias e ainda hoje, que é necessário que cada portuguesa e cada português dê utilidade ao seu voto. O único candidato moderado, o único candidato do centro-esquerda, o único candidato que é fiel e leal à Constituição da República Portuguesa e que pode passar à segunda volta, sou eu”, começou por responder.Questionado sobre se esta declaração do candidato apoiado pelo Livre não vinha tarde, Seguro respondeu que “todos os votos que chegarem até às 19 horas do próximo domingo vêm a tempo”..O antigo Presidente da República Cavaco Silva defendeu hoje que Marques Mendes será um Presidente da República independente em relação aos partidos e manifestou a convicção de que será “muito exigente em relação ao Governo”.Numa mensagem em vídeo gravada, transmitida no comício do penúltimo dia de campanha de Marques Mendes, no Porto, o antigo chefe de Estado apontou Luís Marques Mendes como “a escolha certa” para garantir a estabilidade política, deixando outras convicções sobre o candidato apoiado por PSD e CDS-PP.“Conheço o dr. Marques Mendes há muitos anos. Os portugueses podem estar certos de que Marques Mendes falará a verdade e que será independente em relação às diferentes forças partidárias. E podem estar certos de que Marques Mendes será muito exigente em relação ao governo”, sublinhou.Cavaco cita o fundador do PSD Francisco Sá Carneiro para defender que “Marques Mendes saberá pôr o interesse nacional sempre, sempre em primeiro lugar”.“O dr. Marques Mendes saberá atuar como reserva de último recurso se o nosso país for atingido por uma crise grave”, referiu.Na sua mensagem em vídeo – que será a participação de Cavaco Silva nesta campanha, que hoje já tinha sido admitida por Marques Mendes -, o antigo chefe de Estado começou por lamentar que se tenha falado pouco nestas duas semanas “daquilo que realmente importa para os próximos cinco anos”.“Pela experiência e conhecimento que acumulei como primeiro-ministro e como Presidente da República, sei que a escolha do próximo domingo é muitíssimo importante para o futuro de Portugal. A escolha de um Presidente da República, capaz de garantir a estabilidade política, capaz de construir pontes e consensos, é da maior importância nestes tempos de grandes incertezas e graves ameaças”, salientou.Cavaco Silva reafirmou que Mendes “é a escolha certa” para suceder a Marcelo Rebelo de Sousa em Belém, dizendo que “tem as qualidades pessoais e as competências para garantir a estabilidade política”.“Estabilidade política que é imprescindível para que ocorra uma melhoria das condições de vida dos portugueses. É fundamental que o futuro Presidente conheça bem o funcionamento das instituições do nosso sistema político e consiga alcançar entendimentos entre os partidos políticos, entre as forças económicas e sociais, entre o Governo e a oposição”, acrescenta.A mensagem termina com um apelo a todos os portugueses que não deixem de votar no próximo domingo.“Está em causa o futuro do nosso país. Marques Mendes é, claramente, a escolha certa”, referiu, num comício onde discursaram o presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, e o mandatário nacional da candidatura, o ex-autarca Rui Moreira..O candidato presidencial Luís Marques Mendes afirmou hoje não se arrepender de ter criado alguns inimigos dentro do partido, defendeu que a vida política tem de ser feita de convicções e prometeu manter essa linha se for eleito.No Mercado do Bolhão, por onde passou hoje à tarde no âmbito da sua campanha presidencial, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP foi questionado pela comunicação social se “não se arrepende de ter criado tantos inimigos ao longo da sua vida política”.“Não, por uma razão muito simples. Uma pessoa tem de fazer a sua vida política em função de convicções”, disse.Mendes recordou que há 20 anos, quando era líder do PSD, criou alguns inimigos quando travou a recandidatura de alguns autarcas do partido, como Isaltino Morais ou Valentim Loureiro.“Eram pessoas que tinham problemas sérios de imagem, de credibilidade, de problemas com a justiça. O que é que eu havia de fazer? O que é que as pessoas dizem aos políticos? Tem de cortar a direito, tem de ser corajoso, tem de ser impoluto. Foi isso que eu fiz”, afirmou.O candidato admitiu que há inimigos que se mantêm hoje por causa dessas decisões.“Mas as convicções são mais importantes e é assim que eu serei como Presidente da República. Em primeiro lugar, as convicções. A coragem de tomar decisões, a coragem de acreditar, a coragem da decência política. Isso eu não vou mudar aos 68 anos, tal como fiz há 20 anos”, disse.E acrescentou: “Criam-se inimigos, sim. Só não cria inimigos quem não toma nenhuma decisão”, reforçou.Lusa.O candidato presidencial Jorge Pinto pediu hoje aos eleitores que “votem livremente” e afirmou que percebe que os eleitores votem numa candidatura que impeça uma segunda volta entre um candidato antidemocrático e outro “demasiado próximo do Governo”.Em declarações aos jornalistas durante uma arruada no Porto, Jorge Pinto afirmou que, dado o risco de ter uma segunda volta entre um “candidato antidemocrático” e outro “demasiado próximo do Governo”, percebe as dúvidas dos eleitores e que respeitará quem vote “numa candidatura que ache que é mais útil para impedir este cenário”.Jorge Pinto disse que a sua nova forma de fazer política inclui validar a opção de quem “vota por medo” de uma segunda volta com candidatos que “assustam” e acrescentou que está disposto a “prejudicar a sua candidatura para preservar e proteger o futuro do país”.“O que me moveu nesta candidatura nunca foi ter o melhor resultado possível, nunca foi ser, ficar à frente de um determinado candidato, o que me moveu nesta candidatura foi marcar agenda, foi dizer que é uma maneira diferente de fazer política e foi mostrar que é importante, que é essencial, defender a nossa democracia, defender a nossa República, defender a nossa Constituição”, disse.O candidato a Belém apoiado pelo Livre sublinhou que as dúvidas sobre quem passará à segunda volta influenciarão a votação em si, deixando o apelo aos eleitores para que “votem livremente e de acordo com as suas consciências”.“Se isso levar a que votem em mim, fico muito feliz. Se levar a que votem noutras candidaturas, com medo e esperando que elas passem à segunda volta, cá estarei também para reconhecer e estar confortável com isso também. Porque é a decisão dessas pessoas, consciente e informada. E cá estarei também para compreender e aceitar”, enfatizou.Lusa.O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, disse hoje acreditar que “na hora da verdade” os portugueses vão votar no candidato presidencial Marques Mendes, avisando que “a pior coisa” seria “acrescentar instabilidade interna a uma incerteza externa”.Pedro Duarte falava aos jornalistas no Mercado do Bolhão, onde aguardou pelo candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP, que esteve acompanhado nesta breve passagem pelos seus mandatários nacional, Rui Moreira, e distrital, Fernando Póvoas.Questionado sobre as sondagens, na maioria negativas para Marques Mendes, o autarca do Porto recordou que, nas autárquicas de outubro, os estudos de opinião também o davam a perder as eleições “de forma relativamente generalizada”.“Há uns meses tinha a convicção que, na hora da verdade, as pessoas escolhem aquilo que é melhor para si próprias e é melhor para a sua comunidade. E acho que neste caso vai acontecer o mesmo”, afirmou.O antigo ministro reafirmou o seu apoio “cada vez mais convicto” ao que considerou “o candidato mais bem preparado e com melhores condições para dar ao país serenidade e estabilidade”.“Acho que nós temos e vivemos tempos de grande incerteza do ponto de vista internacional e a pior coisa que poderíamos fazer era estar a acrescentar instabilidade interna a uma incerteza externa”, avisou.Por isso, apelou aos eleitores que não “brinquem com coisas sérias e façam uma aposta que assegure um futuro próspero para o país”.“O momento certo é o momento em que a pessoa na urna vai estar confrontada com uma decisão. Messe momento-chave, as pessoas, eu não tenho dúvidas nenhumas, vão optar por aquilo que é a opção mais certa, mais segura, mais estável e que dá mais perspetiva de futuro. Nesse momento, eu acho que os portugueses vão fazer a escolha certa”, afirmou.Nesta iniciativa no Bolhão, a comitiva de Marques Mendes esteve a poucos metros da adversária Catarina Martins, apoiada pelo BE, mas os dois não se chegaram a cruzar.Sempre conduzido por Rui Moreira, o candidato foi cumprimentando vários comerciantes, numa altura em que o mercado já não tinha muitos clientes.“É com o povo que eu quero ganhar. E estou absolutamente convencido que é com o povo que vou passar à segunda volta”, disse Mendes, em breves declarações aos jornalistas.Questionado que presente daria ao líder do Chega, no dia em que André Ventura completa 43 anos, Mendes recusou fazer essa oferta.“Não, não vou dar presente, mas desejo-lhe um feliz aniversário. Se ele faz anos hoje, não sabia, eu desejo-lhe que tenha um bom dia de anos, desejo isso a toda a gente também”, disse.Mais sorte teve uma das noras do candidato, que faz anos na sexta-feira, e a quem Marques Mendes, acompanhado da mulher, de parte da comitiva e da comunicação social, comprou um perfume num dos centros comerciais na baixa do Porto.Lusa.O antigo presidente da concelhia do Porto do PSD, Francisco Ramos, que foi o diretor da campanha vitoriosa de Pedro Duarte à Câmara do Porto, declarou apoio à candidatura presidencial de João Cotrim de Figueiredo, num apelo que explicou como única forma de evitar a eleição para a Presidência da República de António José Seguro, que diz representar o regresso do "velho aparelho socialista e a defesa das práticas da esquerda retrógada", ou de André Ventura, "que faz do medo e ódio suas doutrinas"."Apelo a todos que votem útil e que votem no único candidato - João Cotrim de Figueiredo - que, à data de hoje, pode evitar cairmos num cenário de termos nos próximos anos um Presidente da República que não queremos, porque genuinamente sabemos que será pior e que faria recuar ainda mais Portugal", defende Francisco Ramos, num texto que termina com a expressão "Prá Frente Portugal", que foi o slogan da candidatura de Freitas do Amaral nas eleições presidenciais de 1986.Apesar de ter voltado a apoiar o PSD, do qual se afastara - estando entre os fundadores do movimento de cidadãos com que Rui Moreira conquistou a Câmara do Porto -, votando na AD de Luís Montenegro nas eleições legislativas, Francisco Ramos defende que qualquer voto em candidatos como o antigo líder social-democrata Marques Mendes "é um voto perdido e um voto que poderemos vir a lamentar". .O candidato presidencial António José Seguro considerou hoje que Gouveia e Melo “ainda tem mais um dia” de campanha para apresentar “uma proposta para o país”, reagindo assim à associação que o seu opositor fez aos cortes da “troika”.Hoje à tarde, à margem de uma ação de campanha na Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga, Seguro foi questionado pelos jornalistas sobre o facto de Gouveia e Melo o ter associou ao corte do valor das pensões no período da “troika”.“Ele ainda tem mais um dia para apresentar uma proposta para o país, se tiver”, respondeu apenas, escusando-se a mais comentários sobre o tema.Lusa.O candidato presidencial apoiado pelo Chega afirmou hoje, vestido de camuflado, que o país “terá ordem” a partir de domingo e respondeu a quem considera que votar em si é “inútil”, como afirmou o almirante Gouveia e Melo.“Inútil é votar em candidatos que dizem exatamente o mesmo há 50 anos. Inútil é votar em candidatos que não conseguem senão dizer generalidades ou votar em candidatos que vão andar com Luís Montenegro ao colo”, defendeu André Ventura, num discurso durante um comício de campanha para as eleições presidenciais, em Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo.O também presidente do Chega falava perante cerca de 300 apoiantes num almoço – no qual também assinalou o seu aniversário e se cantaram os parabéns – vestido com um casaco com padrão camuflado militar, que lhe foi oferecido por um grupo de antigos combatentes presentes no comício.Apesar de ter voltado a afirmar que queria fazer uma campanha sem “picardias”, não deixou de responder a críticas como a do almirante na reserva Henrique Gouveia e Melo, que hoje de manhã, em Gondomar, afirmou que é “completamente inútil” votar em André Ventura e considerou que o líder do Chega também é parte do “sistema” em Portugal, mas tenta baralhar os eleitores.Falando de si já como futuro Comandante Supremo das Forças Armadas (cargo inerente às funções de Presidente da República), André Ventura considerou que os seus adversários “têm uma forma sempre floral de falar e de dizer que vão fazer as coisas” e contrapôs que consigo não será assim.“Eu não vos vou trazer conversa bonita e fiada. Eu vou dizer-vos que o país está neste estado e que nós temos de fazer isto para o endireitar. E que temos de o pôr na ordem. E que vai haver muitos que não gostam de o pôr na ordem. Mas este país já teve, conforme os militares sabem bem dizer, tempo demais de bandalheira. A partir de 18 de janeiro é tempo de ordem e eu espero ser o Presidente dessa ordem”, afirmou..O candidato presidencial Gouveia e Melo acusou hoje André Ventura de ter “ultrapassado os limites” ao usar camuflado militar, apontou que o líder do Chega nem sequer fez serviço militar obrigatório e disse que desrespeitou as Forças Armadas.Gouveia e Melo falava aos jornalistas após ter estado reunido com membros da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), no Porto, depois de confrontado com o facto de o seu adversário André Ventura ter hoje vestido um camuflado militar que lhe tinha sido oferecido por antigos combatentes.“Isso deixa-me mesmo muito mal disposto, porque o doutor André Aventura nunca foi sequer ao serviço militar obrigatório”, declarou o almirante.O ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas deixou um aviso ao presidente do Chega: "Deve ter cuidado com os símbolos que usa; os uniformes são para quem usou uniforme e serviu a pátria em uniforme”.Para Gouveia e Melo, o ato de André Ventura constituiu “um desrespeito”.“Como militar, não gostei. Digo claramente que há coisas que têm limites. Isso para mim é um limite”, acentuou..O secretário-geral do PS apelou a todos os sociais-democratas, humanistas e democratas-cristãos que não fiquem em casa no domingo e que vão votar. "Cada voto conta", disse José Luís Carneiro, que pediu "a uma grande maioria de portuguesas e portugueses, que querem viver num país e numa sociedade decente, para que vá votar em António José Seguro,Carneiro elogiou ainda uma "campanha elevada, de serviço público, que respeita os valores que hoje estão em causa"..O líder parlamentar socialista acusou hoje o candidato presidencial Gouveia e Melo de “falsificação da história” ao associar Seguro ao corte de pensões durante a “troika”, considerando que só a sua tenacidade impediu que cortes temporários tivessem sido permanentes.“Em política não vale tudo e muito menos a falsificação da história. Eu percebo que há um contexto eleitoral que não está a correr bem ao candidato Gouveia e Melo, mas não vale tudo. Isso é uma absoluta falsificação da história”, acusou, em declarações à agência Lusa, Eurico Brilhante Dias.De acordo com o líder parlamentar do PS, “se houve personalidade que, ao longo daquele período difícil, foi contra os cortes salariais e de pensões, foi António José Seguro”.“Lembro-me bem, desde o momento zero, o combate essencial foi não haver mais cortes e, mais do que isso, não tornar aqueles que eram temporários em permanentes. E só a tenacidade, o esforço, o sentido de Estado do Dr. António José Seguro é que impediu que isso acontecesse”, referiu.Eurico Brilhante Dias referiu que foi “um ator que teve a possibilidade de presenciar de perto esse período da história, quando o PS era oposição e uma oposição minoritária no parlamento” e Seguro se opôs a esses cortes.“Foi assim na discussão do Orçamento de 2012, de 2013 e de 2014, e devo dizer que, se não fosse a tenacidade do doutor António José Seguro, se calhar, tinha havido um acordo para um corte permanente de salários e de pensões, que era aquilo que, então a coligação PSD-CDS com a troika queriam fazer, inclusive na discussão, em 2013, na senda da proposta do senhor Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, para um acordo, então, dito de salvação nacional”, disse.Gouveia e Melo tem que “perceber que em política não vale tudo e que o ambiente eleitoral não justifica tudo”.“A falsificação da história não é um argumento eleitoral, aliás, a falsificação da história só contribui para degradar o ambiente político e para degradar as instituições”, condenou.Lusa. O candidato presidencial Gouveia e Melo sugeriu hoje que o primeiro-ministro leve para a campanha eleitoral de Marques Mendes a ministra da Saúde, dada a situação “caótica” no setor, pois assim poderia responder às queixas da população.“Queria, já agora, dar uma sugestão ao senhor primeiro-ministro. Acho-lhe eticamente reprovável que assim seja, mas dou-lhe uma sugestão: que meta também na campanha a ministra da Saúde, que o acompanhe nas deslocações do senhor primeiro-ministro para a campanha do doutor Luís Marques Mendes, porque um dos problemas que todas as pessoas com quem eu contacto na rua me colocam é o problema da saúde”, afirmou.O candidato, que falava aos jornalistas durante uma ação de campanha no Mercado da Afurada, em Gaia, no distrito do Porto, num dia marcado pela chuva intensa, considerou que, se estivesse dentro da campanha, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, podia “começar já a dar respostas que são necessárias”.Questionado pelos jornalistas sobre se fosse Presidente da República o que é que diria ao primeiro-ministro sobre o que se está a passar no setor da Saúde, Gouveia e Melo respondeu que diria “o que é evidente”, que é que “a saúde parece que não tem remédio”.E prosseguiu: “O que eu ouço na rua todos os dias é a população muito zangada com o sistema político e, portanto, com a democracia, em que esta coisa da saúde retirou confiança às pessoas no SNS [Serviço Nacional de Saúde]. Isso não pode acontecer. Nós temos de rapidamente restituir essa confiança”, argumentou.Relativamente à presença de Luís Montenegro na campanha do candidato apoiado pelo PSD, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada defendeu que “há muita gente no partido, no PSD, que poderia dar a cara pela campanha” e que o primeiro-ministro deve governar o país e ter uma posição institucional.“Eu acho que, quando nós temos posições institucionais, não devemos andar a fazer campanhas. Até porque, muito naturalmente, pode ter de lidar com o futuro Presidente contra quem andou a combater. Isso não faz sentido”, sublinhou.Questionado sobre, caso passe à segunda volta, se quereria ter líderes partidários a participar na sua campanha, Gouveia e Melo disse querer apenas o apoio dos portugueses.“O partido pode-me dar o apoio, pode-me dar a indicação de voto, mas eu não quero fazer desse partido a minha bengala para uma segunda volta”, concluiu.Lusa.O candidato presidencial Luís Marques Mendes admitiu esta quinta-feira que ainda poderá contar com Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite no último dia de campanha e insistiu que “todos os seus adversários”, incluindo Seguro, poderão gerar “ruído e instabilidade”.Debaixo de chuva, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP manteve o contacto com a população previsto para Amarante, que classificou como “uma das terras mais bonitas de Portugal”.Num momento de perguntas e respostas à comunicação social, debaixo de um conjunto de guarda-chuvas, Mendes foi questionado se ainda espera contar na sexta-feira com mais figuras do PSD na sua campanha, como o antigo Presidente da República Cavaco Silva e a antiga líder do PSD Manuela Ferreira Leite.“Admito que sim. Não sei, mas admito que sim, só estou a admitir. Admito que sim, porque não gosto de estar a enganar ninguém”, afirmou.Questionado se considera António José Seguro um candidato “dos extremos” – como afirmou na quarta-feira o primeiro-ministro -, Mendes escusou-se a responder diretamente, dizendo fazer apenas “a apologia” da sua candidatura.“A minha candidatura, para além da questão da moderação e da experiência, tem uma outra preocupação, que isso sim não existe em nenhum dos outros candidatos, que é a preocupação da defesa da estabilidade. Todos os outros candidatos, de forma mais direta ou mais indireta, andam sempre ali com algumas ideias e algumas atitudes que criam ruído e que geram instabilidade”, reiterou.Perante a insistência sobre se essas palavras se aplicam também ao candidato apoiado pelo PS, reiterou que encaixam em “todos os candidatos adversários”.“Quando saí do último debate até disse isto: são dez candidatos preocupados com a instabilidade”, insistiu.Já à pergunta se houve algum apoio que gostaria de ter tido e não teve nesta campanha, respondeu negativamente, ressalvando que valoriza todos os que teve, “das pessoas mais conhecidas e menos conhecidas”.“Mas vou dizer-lhe, aquilo que me dá mais prazer mesmo é ver o apoio das pessoas anónimas na rua. Mesmo com chuva aqui, o apoio das pessoas na rua é de facto aquilo que mais me entusiasma”, afirmou.Mendes escusou-se a comentar declarações e polémicas relacionadas com os seus adversários Gouveia e Melo e Cotrim Figueiredo, voltando a apelar aos eleitores para que escolham no domingo “quem é mais experiente, quem tem maior capacidade de fazer pontes de entendimento”.“Eu neste momento estou a trabalhar com um objetivo, com toda a humildade, com toda a serenidade: garantir que o espaço da moderação, da estabilidade e da segurança, representado pela minha candidatura, passe à segunda volta. Este é o objetivo e é este o apelo que eu faço aos indecisos”, vincou.Sem comentar novas sondagens – repetindo que “está tudo em aberto” -, Mendes considerou que a experiência política e a estabilidade vão ser “as duas questões que mais vão influenciar o voto no domingo”, até pela situação internacional.“Se a situação internacional é perigosa, e é bastante perigosa, então na Presidência da República convém ter alguém que tenha experiência. E o que é experiência? Experiência é experiência de governo, o parlamento, de lidar com a Constituição. Isso nem todos os candidatos têm, mas os portugueses é que decidem”, afirmou, avisando que se pode estar “na iminência de ter um novo conflito entre os Estados Unidos e o Irão”.Questionado sobre se sente a responsabilidade de poder pôr em causa a força do Governo PSD/CDS-PP caso não passe à segunda volta, Luís Marques Mendes rejeitou responder “por já não ser comentador” e insistiu só ter “uma preocupação”.“Passar à segunda volta, representar este espaço que é da moderação, da experiência e da estabilidade”, disse.Estes cerca de dez minutos de declarações à chuva aconteceram junto à ponte de Amarante e geraram uma pequena fila de trânsito, incluindo um autocarro.Depois, os contactos de rua prosseguiram mais meia hora, com o candidato a entrar em vários estabelecimentos, já que não encontrou quase ninguém na rua, talvez devido à chuva que não parou de cair.Lusa.O candidato presidencial Jorge Pinto disse esta quinta-feira que percebe os anseios e os medos de quem, simpatizando com a sua candidatura, optará por fazer voto útil e garantiu que não concorre a Belém com a ambição de liderar o Livre.No penúltimo dia de campanha eleitoral, Jorge Pinto, em declarações aos jornalistas na estação de metro de Santo Ovídio, em Vila Nova de Gaia, fez um balanço da sua candidatura e disse que assumirá como uma derrota pessoal se tiver menos votos do que o Livre nas últimas legislativas, frisando que o seu partido assegurou todas as condições e apoio nesta campanha.Depois de, na quarta-feira, ter sublinhado que os eleitores saberão interpretar o atual cenário político quando forem votar, Jorge Pinto explicou que quis dizer que “respeita e percebe” as reflexões, anseios e medos dos eleitores nestas eleições, dando como exemplo interações com pessoas que lhe dizem que simpatizam consigo, mas que terão de votar noutro candidato com mais hipótese de ganhar.“Eu respeito isso, percebo. O que compete a esta candidatura é mostrar que há uma visão para o país assente naquilo que tem marcado esta campanha e esta candidatura e que com esses dados em cima da mesa, havendo quem queira defender a Constituição, quem queira defender a República - certamente há várias candidaturas nesse âmbito - então que as pessoas decidam livremente em quem querem votar”, disse, reiterando que é legítimo que haja quem esteja assustado.O candidato apoiado pelo Livre disse que não seria ele a “julgar quem quer que seja pelo seu sentido de voto” e que lhe importa mais que as pessoas votem em consciência e que as “candidaturas sejam transparentes em relação àquilo que representam e em relação àquilo que irão fazer para defender a Constituição e a República”, garantindo que para si o resultado de domingo é “quase acessório”.Questionado sobre se teme que este apelo à responsabilidade acabe por prejudicá-lo, Jorge Pinto afirmou que não quer que “nenhum posicionamento de nenhum candidato acabe por se virar contra o país”, sublinhando que não concorre por vaidade nem para concorrer à liderança do Livre, numa crítica a João Cotrim Figueiredo.Sobre se tem a ambição de liderar o partido que o apoia, Jorge Pinto respondeu negativamente, enaltecendo o trabalho dos atuais líderes Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes.“Eu não poderia estar em melhores mãos do que nas mãos dos co-porta-vozes atuais do Livre, Isabel Mendes Lopes e Rui Tavares, que, para além de serem políticos das novas gerações do país e que mostram que há mesmo quem venha para mudar a política, são grandes amigos”.O candidato foi também questionado sobre se pretende voltar a concorrer em 2031, disse que esse é um assunto para depois e gracejou que, se o fizer, voltará provavelmente a ser o concorrente mais novo.Salientando que não desistirá de lutar pelo país, seja na Presidência, no parlamento ou numa junta de freguesia, Jorge Pinto disse que estão “todos os cenários em aberto” e que está orgulhoso da sua nova forma de fazer política.“Às vezes, se calhar até é transparente demais, mas não sei estar na política sem dizer sempre exatamente aquilo que penso e aquilo que me vai na alma”, concluiu.Lusa.António José Seguro defendeu hoje que “alguém tem que contribuir para manter uma relação institucional positiva” e apontou um “abuso de generosidade” ao primeiro-ministro quando Luís Montenegro o conotou com um dos extremos.Durante a uma visita a empresa hortofrutícola, em Montemor-o-Novo, o candidato presidencial apoiado pelo PS foi questionado sobre o apelo ao eleitorado de centro feito na véspera pelo presidente do PSD, Luís Montenegro, para “não arriscar que os dois extremos” protagonizem a segunda volta, numa referência implícita a André Ventura e António José Seguro.“Não [me considero um extremo], acho que foi um abuso de generosidade do primeiro-ministro”, começou por responder.Perante a insistência sobre estas declarações de Luís Montenegro, Seguro escusou-se a responder a esta crítica diretamente.“Eu sou candidato da Presidente da República, dentro de dois meses espero estar a receber o atual primeiro-ministro em Belém, para trabalharmos em conjunto para resolvermos os problemas dos portugueses, e alguém tem que contribuir para manter uma relação institucional positiva”, atirou.O ex-líder do PS reiterou os apelos ao voto e pediu para os portugueses "não desperdiçarem o seu voto". "O desperdício de voto pode levar a pesadelos no dia 18 à noite e por isso apelo à concentração de votos de todos os moderados, dos progressistas, dos democratas, dos humanistas, na minha candidatura para que eu possa estar na segunda volta", enfatizou.Sobre os novos desenvolvimentos no caso das acusações de uma ex-assessora da IL a João Cotrim Figueiredo de alegado assédio sexual, Seguro reiterou o que já disse sobre isso e insistiu: "eu só falo sobre factos e é isso que eu manterei sempre na minha vida pública".Já sobre uma notícia do jornal online "24 horas", de que teria escapado à tropa por, depois de ter feito a recruta, em 1988, ter sido requisitado por um ministro de Cavaco Silva, Seguro respondeu apenas: "Eu fiz Serviço Militar Obrigatório, portanto isso entra dentro daqueles contextos de lama".Questionado sobre o facto de o seu opositor Gouveia e Melo ter avançado com a possibilidade de criar um movimento cívico, o candidato apoiado pelo PS respondeu: "As pessoas têm de ser confrontadas com o que dizem, com o que reafirmam, com o que mudam de opinião. Enfim. Eu não vou criar absolutamente nada. Eu espero é mesmo ser o Presidente da República de todos os portugueses e todas as portuguesas".Lusa.O candidato presidencial Jorge Pinto pediu hoje aos partidos que “levem a sério” denúncias internas de assédio e argumentou que quando estas questões não são investigadas está a falhar-se com as mulheres.“[Faço] um alerta a todos os partidos políticos de que levem a sério estas denúncias e tomem medidas, porque se a denúncia foi feita e não houve medidas tomadas, não houve investigação - não sei, desconheço -, mas é também um falhanço que estamos a fazer a esta mulher e a outras”, disse, após ser questionado sobre o comunicado da ex-assessora do grupo parlamentar da IL, Inês Bichão, sobre o caso de alegado assédio sexual visando Cotrim Figueiredo.O candidato a Belém apoiado pelo Livre falava aos jornalistas à margem de uma ação de contacto com eleitores na estação de metro de Santo Ovídio, em Vila Nova de Gaia.Jorge Pinto pediu que, de forma a respeitar a vontade de Inês Bichão, não se faça deste episódio um “facto político” e insistiu que a presunção de inocência não deve ser convertida numa “assunção de culpabilidade” de quem faz as denúncias.“De resto, prefiro não me pronunciar, porque a própria pessoa pede que deixemos o assunto seguir as suas vias, que pelos vistos serão as vias judiciais. A própria, em comunicado, diz que irá defender a sua posição em tribunal. Portanto, deixemos a justiça também seguir o seu curso”, pediu.Jorge Pinto disse ainda que é “preocupante haver uma denúncia” de uma mulher que se “sentiu desconfortável por mais do que uma vez no seu local de trabalho” sem que, se for verdade o que é dito no comunicado, “tenha havido a devida investigação” interna.Para o candidato, Inês Bichão “merece muito mais respeito” do que aquilo que tem sido dito por comentadores e nas redes sociais.Lusa.Catarina Martins insinuou hoje que os candidatos às eleições presidenciais com “campanhas milionárias” respondem a grandes interesses económicos, em comparação com a sua que diz responder apenas “a quem vive do seu salário e da sua pensão”.“Temos candidatos com campanhas milionárias. Quem paga? A minha campanha é uma campanha quase sem orçamento, feita com a vontade das pessoas que se juntam. Porquê? Eu não respondo a nenhum grande interesse”, afirmou Catarina Martins.Em declarações durante uma visita à feira semanal de Barcelos, Catarina Martins não gostou de ser questionada se acredita num resultado superior ao que as sondagens têm indicado, e que colocam a candidata apoiada pelo BE com uma intenção de voto de cerca de 2%.Considerando que a insistência nos pedidos de comentário a sondagens, em prejuízo das ideias que os candidatos defendem, representa “uma manipulação da democracia”, a candidata a Belém sugeriu outras perguntas, nomeadamente sobre o financiamento das campanhas eleitorais.“Houve candidatos que se embrulharam a campanha toda em insultos, em lama, em insinuações e que têm, na verdade, campanhas muito financiadas”, apontou.Com um orçamento de 50,4 mil euros, Catarina Martins é uma das candidatas que prevê gastar menos na campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro, à frente apenas de André Pestana, que espera gastar 7.200 euros, e Manuel João Vieira, que orçamentou uma despesa de 860 euros.De acordo com os dados da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, a campanha mais cara é a de Luís Marques Mendes, que espera gastar 1,32 milhões de euros, seguido de António José Seguro, com uma despesa prevista de 1,13 milhões, Gouveia e Melo, que prevê um gasto de cerca de um milhão de euros, e André Ventura, que fica pelos 900 mil euros.Ainda assim, a candidatura de Seguro é a que tem uma maior previsão de receita - e a única com uma receita superior à despesa -, uma vez que conta com donativos em espécie no valor de 225 mil euros, que aumentam o valor que terá disponível para a campanha para 1,49 milhões de euros.Sem mencionar nomes de candidatos, nem concretizar a que interesses económicos se refere, Catarina Martins disse que não é a insinuação que importa, mas acabou por insinuar.“Há quem possa ter campanhas milionárias e há quem faça campanhas com um vigésimo do orçamento, porque há quem responda seguramente a interesses económicos muito poderosos e há quem responda por quem tem um salário curto e luta todos os meses para pagar a fatura da luz, a fatura do supermercado, a renda da casa”, disse.Questionada se orçamentou a campanha contando receber subvenção (atribuída apenas aos candidatos com, pelo menos, 5% dos votos), Catarina Martins afirmou que a sua campanha foi pensada em torno “da vontade das pessoas que se juntaram”.“E tenho muito orgulho de chegar ao fim da campanha a saber que é fácil com a força de cada pessoa que acreditou, que deu o seu tempo, que fez o seu donativo e que quis estar nesta campanha”, acrescentou.A esse propósito, confirmou que tanto a candidata como todos os membros da equipa que a acompanha desde dia 04 de janeiro, quando arrancou oficialmente, têm pernoitado em casa de familiares e amigos, dispensando sempre a necessidade de pagar alojamento.“As pessoas desta feira que vêm falar comigo, acham que vivem como? É uma vida dura e a campanha deve ser uma campanha que é a campanha do país, das possibilidades que o país tem, não é nenhum sacrifício”, assegurou.Lusa.O candidato presidencial Gouveia e Melo defendeu que é “completamente inútil” votar no seu adversário André Ventura e considerou que o líder do Chega também é parte do “sistema” em Portugal, mas tenta baralhar os eleitores.Ao contrário do que se passou na primeira semana de campanha, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada está agora a aumentar a frequência dos seus ataques ao presidente do Chega.No final de uma vista à Feira de Gondomar, após ser questionado pelos jornalistas sobre a generalidade das sondagens, o almirante sustentou a tese segundo a qual “o voto no doutor André Ventura, neste momento, é completamente inútil”.“Neste processo eleitoral, com duas voltas, votar André Ventura é meter um único candidato na segunda volta. André Ventura está a baralhar um conjunto de hipóteses, sabendo que não será Presidente da República. Ele deseja ser primeiro-ministro e combater na Assembleia da República com o seu partido para esse objetivo”, justificou.A seguir, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada tentou associar o presidente do Chega ao atual sistema político, contrapondo que a sua candidatura é a única independente e fora do sistema partidário.“Eles é que fazem parte do sistema, incluindo André Ventura. O sistema partidário quer partidarizar esta eleição – e isso está errado. Não há mais nenhum candidato independente” nesta eleição presidencial, acentuou.Depois, pediu para que se faça “um exercício anti-cinismo”. “Os meus adversários diziam que eram independentes, mas agora estão agarrados às estruturas partidárias. Um [Marques Mendes] até obrigou o primeiro-ministro [Luís Montenegro] a sair do conforto do seu gabinete para o ir ajudar. E há outro partido que, de forma cínica, se une à volta de um candidato, quando a maior parte desse partido, andava a criticar esse mesmo candidato. Isto é o sistema partidário no seu pior e estou aqui para ser uma alternativa a esse sistema”, advogou.Tal como fez no discurso que proferiu na quarta-feira à noite, durante um jantar comício em Oeiras, Gouveia e Melo voltou a insurgir-se contra a influência das sondagens na evolução desta campanha eleitoral.“Estou super confiante e vocês vão ter todos uma surpresa. Há uma diferença entre perceção e realidade. E só há uma realidade: a do voto nas urnas no domingo”, declarou. Lusa.O candidato presidencial Gouveia e Melo associou hoje o seu adversário António José Seguro ao corte do valor das pensões no período da troika e prometeu que, se for eleito, vetará qualquer decreto nesse sentido.“Comigo não vai passar nenhum decreto-lei, nem nada, que comprometa as pensões das pessoas mais velhas”, declarou o ex-chefe do Estado-Maior da Armada aos jornalistas no final de uma ação de campanha debaixo de chuva e vento forte na Feira de Gondomar.Numa alusão ao período de assistência financeira a Portugal (2011/2014) – altura em que António José Seguro desempenhou as funções de secretário-geral do PS e em que o Governo PSD/CDS de Passos Coelho tinha maioria absoluta no parlamento -, Gouveia e Melo considerou que “há coisas que os políticos não podem aceitar”, porque “são indignas”, como o corte do valor das pensões.“Pessoas que já não tinham capacidade de resistir, foram-lhes cortadas pensões. Esse corte foi apoiado por alguém que é da esquerda e não necessitava sequer de apoiar, porque havia uma maioria [PSD/CDS] na Assembleia da República. Comigo isso nunca vai acontecer”, declarou.O almirante fez então uma promessa: “Não vou trair; comigo nunca mais haverá cortes de pensões para pessoas que não têm capacidade depois para fazer qualquer outra atividade”.“Isso aconteceu no passado e foi o Tribunal Constitucional que evitou. Mas, antes, houve um alinhamento de pessoas que não tinham sequer que alinhar nisso. Agora, usam uma grande retórica, segundo a qual tinha sido para bem do país”, criticou, numa nova referência ao antigo secretário-geral do PS.“Não podemos trair o povo que nos elege, não podemos trair os nossos ideais”, acrescentou.O ex-chefe do Estado-Maior da Armada fez ainda uma alusão à recente estratégia do PS em relação às eleições presidenciais.“De forma cínica, tenho visto um partido agregar-se à volta desse candidato, quando há dez dias, ou há quatro semanas, os mesmos que o criticavam agora dizem que é um candidato fantástico”, apontou.Gouveia e Melo afirmou-se depois “farto de pose”. “Eu sou substância. E há uma diferença muito grande entre pose e substância”, rematou.Lusa.A Iniciativa Liberal já veio dizer que "é completamente falso que tenha havido qualquer queixa interna ou reporte, formal ou informal, sobre o candidato presidencial João Cotrim Figueiredo", conforme foi dito com a ex-assessora do partido Inês Bichão. "A Iniciativa Liberal rejeita visceralmente uma campanha suja que lança acusações muito graves sem qualquer evidência ou prova", sublinharam os liberais..O Tribunal Constitucional (TC) considerou que deve ser a Comissão Nacional de Eleições (CNE) a analisar a queixa por cortes no tempo de antena da candidatura presidencial de André Pestana.“O Tribunal Constitucional disse que viu com atenção as provas que nós enviámos, não questionou a veracidade destas provas, mas que a entidade competente, nomeadamente para as coimas, que estão associadas a situações como essas, é a Comissão Nacional de Eleições, porque, de facto, é gravíssimo ter sido cortado quando eu estava a concluir a ideia de que os principais partidos do sistema, PS, PSD e Chega, recebem mais de 5 milhões de euros, por ano, dos nossos impostos”, afirmou esta quinta-feira, 15 de janeiro André Pestana, em Coimbra.A queixa foi apresentada na terça-feira no Tribunal Constitucional, depois de o candidato ter constatado cortes na transmissão do seu vídeo de Direito de Antena, na segunda-feira, em algumas regiões do país, com a operadora MEO e na RTP1.Segundo o candidato presidencial, a situação verificou-se nas regiões de Lisboa, da Figueira da Foz e no distrito de Braga.“Até estive a investigar, acho que é inédito na democracia portuguesa”, disse.No caso da Figueira da Foz, uma das provas que foi enviada, o tempo de antena do candidato “em vez de ter dois minutos e meio, que são 150 segundos, tinha apenas 44 segundos”, referiu André Pestana, que falou em frente ao Palácio da Justiça, em Coimbra.O candidato apresentou uma queixa também na CNE, aguardando ainda uma resposta.Sobre a posição do TC, André Pestana disse acreditar que “cada entidade tem as suas competências” e que “legalmente seja previsto que seja a Comissão Nacional de Eleições”.Relativamente à operadora MEO, o candidato presidencial referiu que aguarda primeiro a resposta das entidades competentes, porque “a lesão já está feita”.Lusa.Inês Bichão, ex-assessora da Iniciativa Liberal, disse esta quinta-feira em comunicado que a publicação sobre um alegado assédio sexual visando Cotrim Figueiredo “foi ilicitamente difundida”, sem o seu consentimento, acrescentando que "os factos em causa foram reportados em sede interna no decurso de 2023”.O partido desmentiu enquanto o candidato garantiu que vai avançar hoje com a queixa-crime e defendeu que os jornalistas "estão a ser instrumentalizados para dinamitar" a sua campanha às presidenciais. Leia mais no link em baixo:.Ex-assessora da IL diz que denunciou alegado assédio de Cotrim em 2023. Partido garante que não houve queixa interna .A sondagem da Aximage feita para o DN indica que André Ventura e António José Seguro devem ser os protagonistas da segunda volta das eleições presidenciais, marcada para 8 de fevereiro, e que até hoje só se realizou em 1986, quando o socialista Mário Soares derrotou o centrista Freitas do Amaral. Leia mais no link em baixo:.Sondagem DN/Aximage: André Ventura e António José Seguro vão destacados a caminho da segunda volta.Bom dia, acompanhe aqui o dia da campanha eleitoral para as Presidenciais 2026 que se realizam no próximo domingo, 18 de janeiro.