Ventura considera escandaloso que Montenegro tenha ignorado caso do MAI na rentrée
O presidente do Chega considerou este sábado, 15 de agosto, "escandaloso" que o primeiro-ministro tenha ignorado na rentrée "os casos que melindram a credibilidade do Governo", como o ministro da Administração Interna, acusando Luís Montenegro de estar "desligado da vida dos portugueses".
"É escandaloso que o primeiro-ministro simplesmente ignore os casos que melindram absolutamente a credibilidade do Governo. Ignorou completamente as suspeitas graves que neste momento existem sobre o ministro da Administração Interna, porque provavelmente, e aqui se revela, talvez na sua forma mais intensa, está absolutamente comprometido com a situação de Luís Neves", acusou André Ventura num vídeo enviado às redações através do qual reagiu ao discurso da rentrée do primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Para o presidente do Chega, o discurso que Montenegro fez na noite de sexta-feira na Festa do Pontal, no Algarve, mostra como o chefe do executivo "está desligado da vida dos portugueses".
"A forma como o primeiro-ministro tentou ignorar completamente o caso do seu ministro da Administração Interna, apesar de todos os portugueses saberem as suspeitas graves que existem, mostra como não é um Governo livre, como não é um primeiro-ministro livre e como não mostra combater os conluios, a corrupção e a falta de transparência", criticou.
Ventura condenou ainda que Montenegro tenha ignorado "os exames e o caos na educação", considerando que o primeiro-ministro "vive num outro mundo" e "olha para o país e não o consegue ver".
"Esta rentrée do PSD mostrou muito daquilo que é este Governo e do que vamos ter enquanto este Governo durar. A governação apenas para alguns, ignorar tudo o que é transparência, tudo o que é escrutínio e tentar apenas atacar os adversários políticos e nunca pensar em levar Portugal à posição que merece este país", apontou.
O presidente do Chega lamentou que o primeiro-ministro "tenha feito um discurso tão pobre, tão desligado daquilo que é a realidade do país e também sem nenhuma ambição".
"Não era nada disso que os portugueses queriam ver hoje. Era a resposta e demissão do ministro Luís Neves", defendeu, considerando que o primeiro-ministro "falhou e isso mostra que este governo é muito fraco".
