Montenegro puxa dos galões, promete continuar a baixar IRS e assume objetivo de subir salário mínimo e médio
Luís Montenegro puxou esta sexta-feira, 14 de agosto, dos galões, durante um longo discurso durante a tradicional festa de verão do PSD, a Festa do Pontal, em Quarteira, no concelho de Loulé.
O líder do PSD começou por referir que o seu partido é "popular", "do povo", de todos", "de quem nasce em condições mais favoráveis mas também de quem tem de passar por mais barreiras porque não teve essa facilidade" e "de gente de trabalho", recordando que a sua primeira designação foi Partido Popular Democrática (PPD).
Depois fez o ponto da situação sobre algumas das promessas feitas no mesmo local, no ano passado, avançando que o "Hospital do Algarve está a caminho". O "concurso público já foi lançado e vamos cumprir objetivo de ter infraestrutura ao serviço do Algarve", acrescentou.
O também primeiro-ministro garantiu que os "investimentos na área da água estão a avançar" e que o Autódromo de Portimão vai receber grandes prémios de Fórmula 1 em 2027 e 2028 e de Moto GP até 2029.
Montenegro assumiu querer "fazer de Portugal um país maior" e que para tal tem governado "a pensar nas pessoas", mas visou a comunicação social ao afirmar que o "país tem de ter a coragem das grandes coisas que estamos a fazer bem e das pequenas coisas que estão a correr menos bem", frisando que "não podemos viver uma série de censura moderna em que as pessoas só debatem os assuntos mais polémicos, de pequenos incidentes e pequenos episódios".
O chefe do executivo lembrou que este ano tem sido "particularmente duro", recordando as tempestades no início do ano e referindo a "instabilidade internacional tem feito aumentar o preço dos combustíveis", salientando que o Governo tem comparticipado o esforço ao reduzir os impostos sobre os combustíveis.
A partir daí, foi puxando dos galões para referir que o "emprego está em números históricos", nos dois últimos anos foram criados 150 mil postos de trabalhos líquidos, a economia está a crescer, o "salário liquido em Portugal cresceu cerca de 15 por cento", "temos a dívida pública a descer", "a taxa de pobreza diminuiu em 2024 e 2025", "o investimento estrangeiro aumentou" e foram entregues "28 mil casas ao abrigo do PRR".
Numa bicada ao Partido Socialista, afirmou que o seu Governo não vai "legar nenhuma troika a ninguém" e assumiu os objetivos de "manter a trajetória" de subida do salário mínimo nacional "para chegar aos 1100 euros" de salário no fim desta legislatura", continuar a "baixar o IRS" e alargar o passe verde "para transportes urbanos".
Garantiu ainda que o "Estado vai adquirir 13,7 por cento da REN" e, relativamente à TAP, vaticinou que a venda de apenas parte do capital "vai ser mais favorável".
Montenegro reconheceu ainda que "ter maioria absoluta dava jeito, mas não a ter não é um drama".
