Tiago Antunes decidiu sai da corrida a Procurador de Justiça. Num artigo no jornal Expresso, o antigo-secretário de Estado nos Governos de António Costa cinsidera que foi "alvo de uma campanha vil, assente em falsidades e absolutamente descabida", "vítma de cancelamento" e "condenado num pelourinho mediático sem qualquer razão".A 16 de abril, Tiago Antunes, indicado pelo PS, falhou a eleição para provedor de Justiça, obtendo apenas 104 votos dos deputados que participaram na votação, muito longe da maioria qualificada de dois terços que seria necessária. Agora anuncia que "assim, não", não está disponível para o cargo, com muitas críticas ao processo e à postura dos deputados do PSD."Os deputados desrespeitam acordos, brincam com o bom-nome das pessoas e alimentam campanhas persecutórias absolutamente infundadas e ridículas. Assim, não contem comigo", diz.Tiago Antunes começa o seu artigo por recordar o seu percurso profissional, salientando que é essencialente um académico, mas que diversas vezes aceitou colocar as suas "capacidades e competências ao serviço do pais". "Foi isso que, uma vez mais, me disponibilizei a fazer quando fui desafiado para exercer as funções de provedor de Justiça", alega, enurmerando as condições que impôs para o fazer."Tratando-se de um cargo que carece de eleição parlamentar por 2/3, sempre foi para mim evidente que o seu titular teria de ter o apoio de ambos os lados do espectro político. Por isso, desde cedo expliquei, a ambos esses lados, que apenas estaria disposto a interromper a minha carreira académica se o meu nome fosse consensual para o exercício de funções como provedor", afirma. "Só avançaria para a Provedoria de Justiça na base de um acordo alargado quanto ao meu nome", reforça."Esse acordo existiu e foi firmado, há cerca de nove meses, diretamente entre os líderes do PS e do PSD. Infelizmente, não foi honrado", acusa, dizendo ainda que "ao longo deste processo" foi "alvo de uma campanha vil, assente em falsidades e absolutamente descabida". "Primeiro, questionaram a minha independência", considera, lembrando que nunca fui militante de nenhum partido e outros que, apesar de terem exercido funções no goveno exerceram o cargo."Depois, procuraram retratar-me como um perigoso socratista, o que é apenas risível", diz, garantindo que nunca foi in´timo de José Sócrates e que não fala com o ex-primeiro-ministro há 14 anos."Imputaram-me ainda a autoria ou coautoria de um blogue, o que é falso", continua, considerando que na audição parlamnetar foi acusado de "ter integrado uma máquina de intoxicação política" por alguém que "fez a sua vida política nas redes sociais a atacar e a insultar pessoas"."Pelo caminho, foi até inventado um suposto desconforto do grupo parlamentar do PS em relação à minha candidatura, que nunca existiu", continua Tiago Antunes, agradecendo a confiança de José Luís Carneiro, que o desafiou para a candidatura."Por fim, foi evocado o risco de, um dia, eu ter de me pronunciar, enquanto provedor de Justiça, sobre uma eventual queixa ou pedido de responsabilidades ao Estado português por parte de José Sócrates", continua, salientando que esta acusação "revela um total desconhecimento sobre a função e o estatuto constitucional do provedor"."No final, apesar de a minha candidatura ter sido subscrita tanto pelo PS como pelo PSD e ter o apoio expresso de outras forças partidárias, houve um número significativo de deputados do PSD que violou o acordo feito há meses pelo presidente do seu partido", acusa. "É lamentável", diz, garantindo que vai continuar na universidade e criticando aquilo que a "ºé a política por estes dias"."Os deputados desrespeitam acordos, brincam com o bom-nome das pessoas e alimentam campanhas persecutórias absolutamente infundadas e ridículas. Assim, não contem comigo", remata..Tiago Antunes falha eleição para provedor de Justiça.Na sequência deste anúncio, o PS disse que falará primeiro com o PSD sobre o novo nome para Provedor de Justiça, compreendendo a decisão de Tiago Antunes de sair da corrida após ter sido alvo de uma “campanha da direita mais radical”.Em declarações à agência Lusa, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, disse respeitar a decisão de Tiago Antunes de não se voltar a apresentar a eleições para o cargo de Provedor de Justiça depois de ter sido chumbado e compreender os seus argumentos do ponto de vista político, lembrando que era um nome com acordo do PSD..PS compreende decisão de Tiago Antunes e diz que falará primeiro com PSD sobre nome para Provedor de Justiça .Tiago Antunes: o homem dos bastidores que chega à Provedoria