Sebastião Bugalho.
Sebastião Bugalho.Foto: Leonardo Negrão

Sebastião Bugalho entende que há partidos à procura de "dividendos" na "clivagem" entre polícia e cidadãos

Porta-voz do PSD considera que os objetos arremessados durante as manifestações pela habitação digna "colocaram em causa a segurança", logo reitera ter visto "proporcionalidade" na ação da polícia.
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Sebastião Bugalho foi a primeira voz próxima do Governo a assumir posição oficial. Ao início desta tarde de domingo, 25 de outubro, o eurodeputado e porta-voz diz ter visto um "claro esforço das forças de autoridade para evitar recorrer à força", expressando que "a segurança das forças de segurança e dos jornalistas foi colocada em causa" aquando do arremesso de objetos.

Em Aveiro, Bugalho lembrou que "os agentes da autoridade pediram para haver uma desmobilização pacífica" e que, depois de "infelizmente esse apelo não ter tido a correspondência que devia ter tido, a polícia teve de cumprir a lei e com a proporcionalidade que se justificava."

"O uso da força é sempre o último recurso, mas a autoridade é inquebrável", destacou, respondendo, com críticas aos partidos que pedem intervenção de Luís Montenegro ou que condenam a ação policial: "Não vamos contribuir para a irresponsabilidade e para aumentar a clivagem entre polícias e população. Respeitamos quem se manifesta e quem nos protege todos os dias, mas não vamos colocar os agentes de segurança de um lado e os que querem resolver a crise da habitação do outro."

Considerou mesmo que esta é uma estratégia dos partidos de oposição. "Não vamos contribuir para essa falsa clivagem que só pretende dividir o país para tirar dividendos políticos", apontou o eurodeputado, que questionou a vontade do PS para negociar com o Governo medidas para a Habitação, recordando que "o Partido Socialista votou quatro vezes contra medidas propostas nesse setor."

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