OE 2027: Bugalho diz que chumbo do PS seria o mesmo que fazer "o pino, a roda e o mortal à retaguarda"
Sebastião Bugalho não tem dúvidas de que, se o Partido Socialista não "incumprir com a sua palavra", vai aprovar o Orçamento do Estado para 2027. O eurodeputado não tem receio da CPI aos exames nacionais do secundário e sublinha importância da responsabilidade face à crise energética.
Em entrevista à Renascença e ao Público, Sebastião Bugalho salienta que uma eventual decisão do Partido Socialista de chumbar o OE 2027 "seria um gesto não só de irresponsabilidade, como de incumprimento de palavra, porque José Luís Carneiro endereçou quatro condições preliminares para a viabilização do OE, que estão a ser cumpridas", diz.
Questionado sobre as sondagens recentes, que colocam o PSD em terceiro lugar nas intenções de voto para uma eventuais eleições legislativas, o próprio não tem dúvidas de que se trata sobretudo de um efeito do choque energético.
É que o governo anunciou um bónus das pensões e a redução do IRS, que não se refletiram a favor do PSD nos estudos de opinião. Ainda assim, "está longe de ser indiferente apoiar dois milhões de pensionistas e aliviar fiscalmente dois milhões de agregados familiares", sublinha.
Ainda assim, por uma questão de "responsabilidade orçamental" e de não ser sabido quando termina o choque energético, "a posição responsável é não dar tudo de uma vez e garantir que temos margem para ajudar se, contra a nossa vontade, a crise se prolongar ou até agravar", consoante o que acontecer na guerra que opõe EUA, Israel e Irão.
Sobre os alertas deixados recentemente por Pedro Passos Coelho, o próprio entende que as palavras estão mais ligadas à "interpretação que [Passos Coelho] faz do quadro parlamentar do que propriamente com as políticas públicas com que o Governo está comprometido", na medida em que a AD é minoritária na Assembleia. Diz ainda que Passos “não é central no que fazemos e o que vamos fazer não faremos por causa dele”.
Bugalho abordou ainda a futura CPI aos exames nacionais do Ensino Secundário, da qual Fernando Alexandre "só sairá mais reforçado, porque tem sido um excelente ministro da Educação nos últimos dois anos", aponta.

