O co-porta-voz cessante do Livre, Rui Tavares, no final da sua intervenção durante o 17º Congresso do partido, em Sintra.
O co-porta-voz cessante do Livre, Rui Tavares, no final da sua intervenção durante o 17º Congresso do partido, em Sintra.Foto: António Pedro Santos/Lusa

Rui Tavares diz que ser porta-voz do Livre foi “enorme privilégio” e critica “ideias desumanas” do Governo

Congresso do Livre decorre este fim de semana, em Sintra. Tavares despede-se como porta-voz com alertas a uma possível revisão da Constituição e críticas às medidas para o arrendamento do Governo
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O porta-voz cessante do Livre disse este sábado, 11 de julho, que foi “um enorme privilégio” ocupar este cargo, acusou o Governo de “ideias desumanas” e insurgiu-se contra a revisão constitucional à direita.

Rui Tavares discursava no 17.º Congresso do Livre, que decorre este fim de semana em Sintra, distrito de Lisboa, na sua última intervenção enquanto porta-voz do partido.

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O dirigente e fundador do Livre disse que foi “um enorme privilégio” ocupar o cargo de porta-voz nos últimos quatro anos, em dupla, primeiro com Teresa Mota e depois com a líder parlamentar, Isabel Mendes Lopes.

Numa intervenção de cerca de meia hora, Tavares visou principalmente o Governo e a extrema-direita, primeiro sobre o processo de revisão constitucional, cuja entrega de projetos está suspensa até dezembro, a pedido do PSD e Chega.

Considerando que o país está “num limbo” constitucional, Tavares voltou a criticar a situação: “Se os constituintes quisessem que a revisão fosse uma moeda de troca de uma lei de burcas, da lei das bandeirinhas, de um Orçamento do Estado ou do que quer que eles inventem daqui para a frente, os constituintes tinham estabelecido prazos diferentes”.

Tavares defendeu que “não se brinca com a Constituição e não se começa um processo de revisão já a violar a letra e o espírito da Constituição”.

“Não deixaremos que a Constituição seja esvaziada”, afirmou.

Noutro momento, o porta-voz cessante criticou as novas medidas de arrendamento, anunciadas pelo Governo, acusando o executivo de preconizar uma “política do egoísmo, da agressividade e falta de solidariedade”.

“Derrotaremos estas ideias como derrotámos o pacote laboral e estaremos na linha da frente de derrotar estas ideias que são desumanas e cruéis para a vida das pessoas”, sublinhou.

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