O porta-voz cessante do Livre disse este sábado, 11 de julho, que foi “um enorme privilégio” ocupar este cargo, acusou o Governo de “ideias desumanas” e insurgiu-se contra a revisão constitucional à direita.Rui Tavares discursava no 17.º Congresso do Livre, que decorre este fim de semana em Sintra, distrito de Lisboa, na sua última intervenção enquanto porta-voz do partido. .Rui Tavares: "Dizer que somos muleta do Partido Socialista é usar retórica de direita".O dirigente e fundador do Livre disse que foi “um enorme privilégio” ocupar o cargo de porta-voz nos últimos quatro anos, em dupla, primeiro com Teresa Mota e depois com a líder parlamentar, Isabel Mendes Lopes.Numa intervenção de cerca de meia hora, Tavares visou principalmente o Governo e a extrema-direita, primeiro sobre o processo de revisão constitucional, cuja entrega de projetos está suspensa até dezembro, a pedido do PSD e Chega.Considerando que o país está “num limbo” constitucional, Tavares voltou a criticar a situação: “Se os constituintes quisessem que a revisão fosse uma moeda de troca de uma lei de burcas, da lei das bandeirinhas, de um Orçamento do Estado ou do que quer que eles inventem daqui para a frente, os constituintes tinham estabelecido prazos diferentes”.Tavares defendeu que “não se brinca com a Constituição e não se começa um processo de revisão já a violar a letra e o espírito da Constituição”.“Não deixaremos que a Constituição seja esvaziada”, afirmou.Noutro momento, o porta-voz cessante criticou as novas medidas de arrendamento, anunciadas pelo Governo, acusando o executivo de preconizar uma “política do egoísmo, da agressividade e falta de solidariedade”.“Derrotaremos estas ideias como derrotámos o pacote laboral e estaremos na linha da frente de derrotar estas ideias que são desumanas e cruéis para a vida das pessoas”, sublinhou..Congresso do Livre: Trabalhos arrancam com minuto de silêncio pelas vítimas de acidente no Cacém