General Paulo Viegas Nunes esteve na presidência do SIRESP entre 2022 e 2024.
General Paulo Viegas Nunes esteve na presidência do SIRESP entre 2022 e 2024.FOTO: Leonardo Negrão / Global Imagens

Presidente da empresa que gere o SIRESP garante "escrutínio permanente" do sistema

Paulo Viegas Nunes foi ouvido hoje, 13 de outubro, na Comissão Parlamentar de Inquérito aos Negócios dos Incêndios Rurais.
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O presidente da empresa que gere o SIRESP garantiu esta terça-feira, 13 de outubro, no Parlamento que a entidade efetua um “escrutínio permanente” e que mensalmente é feito um relatório, o qual é entregue à Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI).

“A SIRESP SA faz todos os meses um relatório que escrutina a qualidade da rede e utiliza para esse efeito tudo o que foi definido no contrato de prestação de serviços que foi estabelecido com o Estado no momento em que a rede passou para o acionista único Estado”, afirmou Paulo Viegas Nunes.

Na Comissão Parlamentar de Inquérito aos Negócios dos Incêndios Rurais, o presidente da empresa responsável pelas comunicações de emergência do Estado sustentou que a “SIRESP SA tem essa base de trabalho e de escrutínio permanente”.

“Os resultados desse escrutínio são mensais, são transmitidos à Secretaria-Geral do MAI”, adiantou o responsável, em resposta ao deputado Rui Rocha, da Iniciativa Liberal, sobre a existência ou não de negócios abusivos relacionados com o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) e incêndios.

O secretário-geral do Ministério da Administração Interna, demitido na segunda-feira pelo ministro da Administração Interna, lançou várias suspeitas à SIRESP SA, nomeadamente que recebe anualmente a indemnização compensatória de cerca de 26 milhões euros “sem qualquer fiscalização externa ou independente”.

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