Pedro Passos Coelho, antigo primeiro-ministro
Pedro Passos Coelho, antigo primeiro-ministroFOTO: Mário Vasa / Global Imagens

Passos Coelho diz que Governo tem “intenção clara reformista” mas ritmo devia ser mais intenso

Antigo primeiro-ministro esperava "que o foco das reformas estivesse mais centrado no cidadão, portanto, nos empreendedores, nos contribuintes, nas pessoas e menos no Estado consigo próprio”.
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O ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho elogiou esta quinta-feira, 30 de julho, a “intenção clara reformista” do Governo, mas admitiu que preferia “que houvesse um ritmo mais intenso”.

“Eu julgo que o Governo tem, no seu programa, assumido uma intenção clara reformista”; considerou Passos Coelho, à margem da apresentação do estudo “Desbloquear o crescimento de Portugal" realizado pelo Nobel da Economia James A. Robinson e encomendado pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e pelo Instituto Amaro da Costa.

Ainda assim, Passos considerou que “teria preferido que houvesse um ritmo mais intenso, que se andasse mais depressa”.

“Sobretudo, que o foco das reformas estivesse mais centrado no cidadão, portanto, nos empreendedores, nos contribuintes, nas pessoas e menos no Estado consigo próprio”, assumiu Passos Coelho.

“Mas isso são perspetivas, o Governo tem a sua visão das coisas e cá tem vindo a seguir o seu caminho”, disse.

Ainda na mesma ocasião, Passos Coelho deixou críticas ao atual funcionamento do Estado, que, na sua opinião, “funciona mal e, portanto, exige muito às pessoas, mas não devolve reciprocamente aquilo que é necessário, nos tempos que demora a decidir, na forma como complica a vida dos investidores, dos trabalhadores, das instituições”.

É por essa razão que “a reforma do Estado é um ponto importante, crítico” e que “se deve enaltecer”, considerou.

Na opinião do antigo primeiro-ministro, a reforma do Estado é fundamental para que “os rendimentos das pessoas possam crescer, para que aqueles que estão hoje a sair das universidades possam olhar para o futuro”.

"Não haverá ninguém que esteja despreocupado" com polémicas recentes

O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho considerou esta quinta-feira que não há "ninguém que esteja despreocupado" com as polémicas das últimas semanas em Portugal e afirmou que não devem ser tomadas como "espuma dos dias”.

“Julgo que não haverá ninguém que esteja despreocupado com o que se passa”, disse aos jornalistas Passos Coelho, quando questionado sobre as boas práticas e ética política em Portugal.

À margem da apresentação do estudo “Desbloquear o crescimento de Portugal" realizado pelo Nobel da Economia James A. Robinson e encomendado pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e pelo Instituto Amaro da Costa, em Lisboa, o antigo primeiro-ministro assumiu que não querer falar sobre "as polémicas mais recentes”, mas considerou que elas não devem ser tomadas como “mera espuma dos dias"

"Estão para lá da espuma”, referiu.

“Isso remete para uma reflexão e para alguma ação, que é preciso empreender, e para a qual não quero estar, nesta altura, a deitar achas para a fogueira”, acrescentou.

As declarações de Passos Coelho surgem um dia depois da conferência de imprensa do ministro da Administração Interna, Luís Neves, para dar esclarecimentos sobre as polémicas relacionadas com os seus mandatos à frente da Polícia Judiciária (PJ) e com as obras numa sua propriedade no Alentejo.

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