Maria do Rosário Palma Ramalho garantiu no Congresso do PSD que iria insistir numa reforma laboral
Maria do Rosário Palma Ramalho garantiu no Congresso do PSD que iria insistir numa reforma laboralFoto: Leonardo Negrão

Pacote laboral. Palma Ramalho promete que voltará a fazer "esta e outras reformas por Portugal"

A ministra do Trabalho demorou a iniciar a sua intervenção no 43.º Congresso do PSD devido aos aplausos de congressistas e militantes, que a receberam no Velódromo de Sangalhos simulando um 'v' de vitória na mão direita.
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Aplaudida de pé por congressistas e militantes sociais-democratas, Maria do Rosário Palma Ramalho, foi recebida no 43.º Congresso do PSD este sábado, 20 de junho, um dia depois do chumbo do pacote laboral no Parlamento, com uma ovação superior à de que qualquer outro membro do Governo.

Apesar de assumir que não é filiada no PSD, Palma Ramalho dirigiu-se aos "companheiros" e às "companheiras" do partido para afirmar que, sobre a proposta de lei do Governo de reforma laboral que acabou esta sexta-feira chumbada no Parlamento, voltará, junto com Luís Montenegro, a insistir nesta e noutras reformas para Portugal.

A ministra dirigiu-se ao Congresso para dizer que pensara "prestar contas destes dois anos" de governação, por isso, disse que não falaria "no acordo de valorização salarial com os parceiros sociais, que permitiu aumentar o salário mínimo e médio", que permitiu, defendeu, que Portugal fosse o "país da OCDE onde os rendimentos mais cresceram em 2025".

"Não vou falar nos impulsos que demos nas políticas e apoios dos mais pobres e frágeis", insistiu, usando esta formulação para defender outras iniciativas do Governo, incluindo a prestação social única, que será discutida na especialidade, à conta de um acordo com o Chega.

Estas políticas, lembrou, "já permitiram descer significativamente a taxa de pobreza", na mesma medida em que "permitem cuidar melhor dos mais frágeis".

Referindo várias vezes "as circunstâncias" em que se apresenta no Congresso, depois do Chumbo da reforma laboral, Palma Ramalho criticou, sem referir Chega ou PS, os "partidos da oposição, que apesar de se sentarem em lados opostos talvez não sejam tão diferentes assim".

A ministra apontou várias "vicissitudes deste processo", que disse ter sido apresentado com "transparência", ainda que tenha sido vítima de um "grau incrível de desinformação" por parte "do sindicalismo".

Em relação aos "adversários", Maria do Rosário Palma Ramalho sustentou que "uns não suportam não estar no Governo e outros votam em função da sondagem do dia e das tendências do Tik Tok".

"O chumbo desta propsta de lei é uma oportunidade perdida para o nosso país", concluiu a ministra.

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