Primeiro-ministro, Luís Montenegro
Primeiro-ministro, Luís MontenegroFOTO: FERNANDO VELUDO/LUSA

Montenegro espera que situação na origem das buscas à PJ possa ser “rapidamente clarificada”

Primeiro-ministro admitiu que nenhum português gosta e ver as suas instituições afetadas por processos de investigação.
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O primeiro-ministro desejou esta quarta-feira, 23 de setembro, que as buscas efetuadas na Polícia Judiciária pelo Ministério Público possam contribuir para que “rapidamente a situação possa ser clarificada” e resultem numa maior confiança da sociedade nas instituições.

No final de um encontro com o secretáro-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, em Nova Iorque, Luís Montenegro foi questionado se está preocupado com as buscas realizadas esta quarta-feira pelo Ministério Público na Polícia Judiciária (PJ) no âmbito do inquérito em que o diretor da instituição, Carlos Cabreiro, é suspeito de falsas declarações e abuso de poder.

“Se nós perguntarmos a cada português se gosta de ver as suas instituições afetadas por processos de investigação, nós não gostamos, sejam elas instituições políticas, instituições da nossa administração e, no caso concreto, de uma instituição de investigação criminal”, começou por afirmar.

O chefe do Governo acrescentou, em seguida, que “perante denúncias, perante suspeitas, perante queixas”, tudo deve ser investigado.

“Com normalidade deve, independentemente do destinatário dessas queixas, pode ser um político, pode ser um polícia, pode ser um cidadão comum”, defendeu

O primeiro-ministro disse esperar que “rapidamente a situação possa ser clarificada e, no fim, se estabeleça com a sociedade mais confiança nas instituições, porque se retiraram as dúvidas do panorama que estava inicialmente criado”.

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