Luís Neves, novo MAI, já havia declarado que comportamentos desviantes não seriam tolerados nas forças de segurança.
Luís Neves, novo MAI, já havia declarado que comportamentos desviantes não seriam tolerados nas forças de segurança.Foto: Reinaldo Rodrigues

Luís Neves reage a ataque contra Marcha pela Vida: "Não toleramos qualquer forma de extremismo violento"

Ministro da Administração Interna elogiou "pronta intervenção da PSP", que deteve o suspeito de atirar um cocktail molotov contra manifestantes contra o aborto e a eutanásia. Engenho não deflagrou.
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O ministro da Administração Interna, Luís Neves, reagiu ao ataque contra a Marcha pela Vida, ocorrido neste sábado, frente à Assembleia da República, garantindo que "não toleramos qualquer forma de extremismo violento e continuaremos a agir com firmeza para o prevenir e combater, garantindo a segurança e a defesa dos valores democráticos". Em causa está a detenção de um homem de 39 anos, que lançou um cocktail molotov na direção dos manifestantes contra o aborto e a eutanásia, incluindo crianças e bebés.

Luís Neves também destacou a "pronta intervenção da PSP", que deteve o responsável pelo ataque e identificou outros três membros de "um grupo alegadamente de conotação anarquista", os quais tinham fugido do local na sequência do ataque.

Segundo um comunicado da PSP, o suspeito aproximou-se da zona onde estavam cerca de 500 participantes na Marcha pela Vida, cerca das 17h50 deste sábado, arremessando um engenho inendiário improvisado, que continha gasolina.

"O engenho acabou por embater no solo, junto de um grupo de manifestantes, não tendo deflagrado no momento do impacto, circunstância que evitou consequências potencialmente mais gravosas, embora tenha gerado um clima de alarme e perturbação no local", lê-se no comunicado, realçando que algumas pessoas foram atingidas pelo líquido inflamável, tendo ficado com a roupa "impregnada com uma substância que apresentava forte odor a gasolina".

O suspeito da autoria do ataque será apresentado a juiz nesta segunda-feira, para aplicação das medidas de coação, tendo sido levado no sábado para as instalações policiais. A PSP recolheu a garrafa de vidro com líquido inflamável e material têxtil que serviu de engenho incendiário improvisado.

O ataque foi denunciado em vídeos partilhados nas redes sociais por participantes na Marcha pela Vida e por alguns políticos, como a deputada do Chega, Rita Matias. Por seu lado, o líder parlamentar do CDS-PP, Paulo Núncio, referiu-se a "um atentado à democracia", criticando "o ódio e a violência" que deixam "clara a diferença" em relação a "milhares que se manifestaram de forma pacífica".

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