José Luís Carneiro levará à Comissão Nacional deste domingo as datas de 19 e 20 de junho - que propôs em reunião de Secretariado Nacional, na quarta-feira - para a realização das eleições internas nas concelhias e federações do PS, sabe o DN. Tendo de respeitar os 45 dias mínimos para convocação de eleições no partido, Carneiro agenda para junho o encaminhamento dos militantes que farão parte integrante da próxima agenda autárquica, até 2028.Pelo que o DN apurou ao longo dos últimos dias, o secretário-geral do PS tem apelado à discussão de ideias, mas estimulando, em cada concelhia ou federação, uma imagem de unidade. Ou seja, a expectativa do líder do PS é a de que possa haver acordos para listas únicas, de modo a evitar batalhas ou possíveis fações. Existirão, naturalmente, vários fins de ciclo, já que os mandatos nestes órgãos não podem ultrapassar as quatro eleições (oito anos). Da parte do secretário-geral houve indicações claras, em certos distritos, da importância de encontrar uma solução de unidade para o PS poder, a breve prazo, recuperar câmaras municipais que perdeu em 2025. O DN encetou contactos por vários pontos do país e há convicção generalizada de que existirão poucas batalhas internas. Ainda assim, muitos dos presidentes locais não tomaram ainda decisões quanto ao futuro e sobre se assumem ou não recandidaturas. É um processo que vai ganhar fôlego nas próximas semanas.Como se sabe, a Comissão Nacional deste domingo (19 de abril) terá em agenda a divulgação dos nomes para o Secretariado Nacional e também para a Comissão Política. Francisco Assis assumiu, publicamente, a indisponibilidade para continuar no Secretariado. A eurodeputada Ana Catarina Mendes, em sentido semelhante, vai também sair do órgão consultivo. Sérgio Sousa Pinto e Pedro Costa, este último que foi um dos proponentes da moção mais crítica no último Congresso, também sairão. Todos estes nomes estão indicados para a Comissão Política Nacional, que, como se sabe, também tem sugestões que vêm das várias concelhias e federações distritais do PS. Pelo que o DN pôde saber, Ricardo Costa, que se vai candidatar à federação de Braga, também rumará à Comissão Política. Neste órgão estão sempre representados os presidentes de Federação do PS.Como o DN avançou, Ana Mendes Godinho, antiga ministra do Trabalho e Segurança Social, estará no novo Secretariado Nacional, aconselhando Carneiro em matérias de contribuições fiscais e direitos laborais, e Luísa Salgueiro, presidente da câmara de Matosinhos, terá papel importante nos trabalhos relativos à descentralização de competências e poder local. Pelo que foi possível saber também o presidente da Câmara de Viseu, João Azevedo, estava nas cogitações. Continuarão Filipe Santos Costa, para Economia e Empresas, e André Moz Caldas, na Justiça, como conselheiros próximos.Relembre-se que para a Comissão Política Nacional - que é, por sua vez, o órgão deliberativo do partido no intervalo das reuniões da Comissão Nacional - além dos já referidos Sérgio Sousa Pinto, Francisco Assis, Pedro Costa e Ana Catarina Mendes, Carneiro também conta com Alexandra Leitão, Marta Temido, Duarte Cordeiro, Mariana Vieira da Silva e Fernando Medina, todos com experiência em ministérios e apontados, noutras alturas, a uma posição de relevo no PS. Em alguns casos, as indicações das concelhias dirigiram as nomeações, noutros Carneiro endossou convites, sensibilizando querer contar com vários contributos para adotar reformas para o país..As razões de José Luís Carneiro para abdicar de posição no Conselho de Estado em prol de Carlos César.Ana Catarina Mendes, Francisco Assis e Sérgio Sousa Pinto têm última reunião do Secretariado Nacional do PS