A IL anunciou esta quinta-feira, 23 de julho, que vai pedir a presença do ministro da Administração Interna, Luís Neves, na Comissão Permanente da Assembleia da República para prestar esclarecimentos sobre as polémicas relacionadas com os seus mandatos à frente da Polícia Judiciária (PJ).“O silêncio está a tornar-se insuportável. A Iniciativa Liberal vai submeter um requerimento ao presidente da Assembleia da República para chamar o ministro da Administração Interna à Comissão Permanente para prestar os esclarecimentos devidos ao país”, escreve a presidente da IL, Mariana Leitão, numa publicação na rede social X.. A Comissão Permanente é o órgão que assegura o funcionamento do Parlamento fora dos períodos de trabalho normais, sendo presidida pelo presidente da Assembleia da República e composta pelos vice-presidentes e por deputados indicados por todos os partidos com assento parlamentar.Na última conferência de líderes, que agendou o reinício dos trabalhos parlamentares depois das férias, a Comissão Permanente ficou marcada para o dia 09 de setembro.A polémica relacionada com o ministro da Administração Interna teve início no dia 10 de julho, quando o semanário Nascer do Sol noticiou que o ministro da Administração Interna contratou para remodelar um imóvel que detém em Odemira a empresa Construbarcelos, anteriormente responsável por obras na PJ, quando Luís Neves era diretor nacional.Segundo a publicação, entre 2020 e 2025, a empresa Construbarcelos recebeu cerca de 1,9 milhões de euros em contratos públicos, valor confirmado dias depois pelo ministro da Administração Interna, em entrevista à TVI/CNN.Na passada sexta-feira, a Polícia Judiciária anunciou que abriu um inquérito sobre o atrelado apreendido num processo de tráfico de droga que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos, que fez obras numa propriedade do ministro da Administração Interna.No mesmo dia, a PGR confirmou “a existência de um inquérito relacionado com bens apreendidos à ordem do processo designado ‘Operação Pacoba’”..PGR investiga caso que envolve Luís Neves sem recorrer à PSP, GNR ou Judiciária. Sobre o inquérito da PJ, a direção nacional desta polícia explicou, em comunicado, que "teve conhecimento de que uma galera apreendida, no âmbito de um inquérito relacionado com o tráfico de estupefacientes, havia sido movimentada e parqueada em Barcelos"..Barómetro DN/Aximage: Maioria considera que as explicações dadas por Luís Neves são insuficientes