Governo português prepara missão de apoio à Venezuela para reconstrução após sismos
EPA/MIGUEL GUTIERREZ

Governo português prepara missão de apoio à Venezuela para reconstrução após sismos

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas precisou que o novo apoio à Venezuela será executado através de empresas, no âmbito dos trabalhos de reconstrução das áreas mais afetadas.
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O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, disse esta quinta-feira, 23 de julho, que o Governo está a preparar uma nova missão de apoio à Venezuela, na sequência dos sismos de 24 de junho, para ajudar na reconstrução do país.

“Estou a preparar agora uma nova missão, talvez em setembro ou outubro, ainda não tenho uma data precisa. Estarei em articulação com as autoridades venezuelanas para prestarmos apoio na reconstrução do país em setores que se revelem mais carenciados”, disse.

Emídio Sousa falava aos jornalistas no Funchal, à margem da sessão de abertura do Fórum Madeira Global, uma reunião que conta com a participação de mais de 450 conferencistas provenientes das comunidades madeirenses espalhadas por vários países em todo o mundo.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas precisou que o novo apoio à Venezuela será executado através de empresas, no âmbito dos trabalhos de reconstrução das áreas mais afetadas.

“Aguardo também da parte das autoridades venezuelanas que nos indiquem quais são os setores prioritários, embora não tenha grandes dúvidas de que o setor da habitação, a reconstrução da habitação, será uma das grandes prioridades”, disse.

Emídio Sousa indicou, por outro lado, que o Governo vai agora “aprofundar” a forma de financiamento das empresas que venham a envolver-se no processo.

“Esse é um dos aspetos que eu terei de aprofundar, porque as empresas, normalmente, quando vão trabalhar têm de ser pagas pelo respetivo trabalho”, referiu.

Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 5398 mortos e 16.740 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Entre os mortos, há pelo menos 130 portugueses e lusodescendentes, e outros 31 estão desaparecidos.

Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

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