André Ventura
André VenturaFoto: Leonardo Negrão

André Ventura acusa PS e PSD de quererem formar "geringonça central" para travar o Chega

Deputado falou na sede do partido este domingo, um dia após ser reeleito presidente do Chega. "Lideramos hoje a oposição. Esperamos poder formar governo, esta eleição foi toda sobre isso", declarou.
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André Ventura acusou este domingo, 01 de novembro, o PS e o PSD de formarem um "bloco central" contra o Chega. "Aquilo que foi uma geringonça entre a esquerda mais radical e o Partido Socialista pode transformar-se, nos próximos meses ou nos próximos anos, quando essas eleições chegarem, numa geringonça central, em que PS e PSD se juntam com o único objetivo de impedir que o Chega consiga governar o país", declarou o líder do partido.

Esta foi a primeira declaração oficial após a reeleição de André Ventura no sábado, com 98% dos votos. "Na verdade, aquele bloco central que nos prometem que existirá, caso o Chega vença eleições, e é para isto e foi para isto que esta candidatura se apresentou e que vai ao Congresso este novembro, nós já vivemos em Bloco Central há 50 anos", afirmou.

O líder do partido criticou o PS pelo apoio ao Governo no Orçamento do Estado. "O PS quer e quis viabilizar um Orçamento do Estado com carta branca, sem sequer olhar para ele. Pergunto: quem afinal tem mais razão? Aqueles que querem mudar o Orçamento do Estado? Aqueles que querem mudar as políticas de habitação? Aqueles que querem mudar as políticas de saúde?", questionou.

"É neste sistema que vivemos hoje. PS e PSD estão a distribuir entre si o tempo antes que o Chega ganhe eleições", resumiu. "Estão a distribuir entre si o tempo antes que esta mudança venha a acontecer", acrescentou.

Sobre a presidência do partido, afirmou que foi escolhido um rumo. "Aqueles que diziam que nos devíamos ter tornado uma espécie de CDS ou de Iniciativa Liberal, uma espécie de muleta do PSD, percebem hoje que estavam errados", afirmou, citando números de sondagens.

"Nunca nos colocámos debaixo do chapéu de ninguém. Fizemos o nosso caminho e arriscámos. Soubemos até onde podíamos ir, trilhámos esse caminho, fizemo-lo sem pedir licença nem autorização", vincou. Elencou que o Chega passou por "ameaças de legalização, processos judiciais, condicionamento de deputados, queixas dos seus dirigentes".

Na avaliação de Ventura, a reeleição representa uma "escolha de um caminho" para o Chega. "Mais do que um reconhecimento pessoal, é o reconhecimento de um caminho. O caminho de sermos um partido disruptivo, sem medo, o caminho de sermos um partido que não procura lugares, mas transformar o país", defendeu.

Tal como o DN antecipou, o objetivo de Ventura com a reeleição é chegar ao Governo. "Lideramos hoje a oposição. Esperamos poder formar Governo e esta eleição foi toda sobre isso", declarou.

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