Ana Mendes Godinho será a grande novidade do Secretariado Nacional do Partido Socialista. A vereadora de oposição em Sintra e anterior ministra do Trabalho está na calha, pelo que o DN pôde saber junto de várias fontes socialistas, para pertencer ao núcleo mais restrito de aconselhamento político a José Luís Carneiro. Neste órgão está o círculo mais próximo, de confiança, do secretário-geral, e haverá uma política de continuidade face às escolhas de 2025, com a inclusão de Mendes Godinho como alteração de maior destaque, até porque é uma das socialistas que era apontada a uma eventual corrida pela liderança do partido, um cenário que agora, naturalmente, não se coloca. Essa será mesmo uma das poucas alterações neste núcleo, que não supera as 20 pessoas e que teve cerca de nove meses de funções. Em 2025, depois de ser nomeado secretário-geral, José Luís Carneiro procedeu a alterações importantes. Algo que é historicamente habitual, mas que representou muitas mudanças no elenco escolhido por Pedro Nuno Santos. Saíram em 2025 do Secretariado Nacional Mariana Vieira da Silva, Alexandra Leitão e Marina Gonçalves, todas titulares de pastas durante a governação de António Costa. A primeira fora ministra da Presidência, de 2019 a 2024, Leitão liderou a Modernização do Estado e a Administração Pública entre 2019 e 2022 e Marina Gonçalves a Habitação entre 2023 e 2024 (pasta que herdou de Pedro Nuno Santos). Carneiro fez, portanto, uma rutura com o passado, até percetível nos parlamentares como Pedro Delgado Alves, que até foi líder interino, ou Isabel Moreira, que deixaram o Secretariado em 2025. Ana Mendes Godinho poderá agora juntar-se a Ana Catarina Mendes, como as únicas antigas ministras de Costa no círculo mais próximo de Carneiro e terá, certamente, papel importante nos relatórios quanto à agenda do trabalho e direitos laborais, no qual o PS se opõe à agenda do Governo. Em 2025, Ana Catarina Mendes ficou com o pelouro das Migrações e Relações Internacionais, tendo sido titular da pasta dos Assuntos Parlamentares com Costa, e deverá manter agora essas funções.Os coordenadores da moção aprovada no Congresso de Viseu no passado fim de semana - Filipe Santos Costa, conselheiro para a Economia, e André Moz Caldas, para a Justiça - são outros nomes que continuarão no cargo. Carlos César, como Presidente do partido, tem essa posição por inerência, tal como os líderes da Juventude Socialista, Sofia Pereira; do PS nos Açores, Francisco César; do PS Madeira, Célia Pessegueiro; o líder parlamentar Eurico Brilhante Dias; e a nova presidente das Mulheres Socialistas, Carla Eliana Tavares. Inês de Medeiros lidera a Comissão Nacional e, como tal, é uma das dúvidas quanto à continuidade no Secretariado. O mesmo para Sérgio Sousa Pinto, que não tinha pelouros a cargo e que tem tido, de há anos para cá, visões públicas divergentes dentro do PS. Jamila Madeira (Relações Internacionais e Habitação), João Torres (Movimentos Sociais), Luís Parreirão (Modernização e Organização) e Marcos Perestrello (Defesa) devem continuar. Na Saúde, Rosa Matos e Maria Antónia Almeida Santos garantiram aconselhamento, mas o PS tem hoje vários antigos ministros, até do círculo próximo de António José Seguro, que poderão ser chamados ao Secretariado. O Secretariado será nomeado pela Comissão Política que será composta por cerca de 60 figuras do PS. Pedro Nuno Santos foi indicado para a Comissão de Honra do Congresso, uma prática comum face a antigos secretários-gerais, mas tal não deve representar a inclusão deste na Comissão Política. Está por confirmar se reassume o lugar de deputado, que suspendeu em 2025..José Luís Carneiro eleito por pouco mais de 20% dos militantes do PS.Carneiro confirma Sérgio Sousa Pinto, Francisco Assis e Ana Catarina Mendes no Secretariado Nacional do PS.Autárquicas. Ana Mendes Godinho refez listas em Sintra após duas saídas