Pedro Pinto vai ser candidato à liderança do grupo parlamentar do PSD

Na corrida ao lugar está também o deputado Adão Silva.

O deputado e antigo vice-presidente do PSD Pedro Pinto confirmou esta quarta-feira à Lusa que será candidato à liderança do grupo parlamentar social-democrata, numa eleição marcada para dia 17 e à qual concorre também Adão Silva.

A notícia de que o ex-líder da distrital de Lisboa estaria a preparar uma candidatura alternativa à do atual primeiro vice-presidente de Rui Rio (líder do partido e da bancada) foi avançada esta tarde pela edição online do jornal i.

Em declarações à Lusa, Pedro Pinto confirmou que irá avançar: "Sou candidato à liderança do grupo parlamentar e já informei o presidente do partido", disse.

Pedro Pinto disse já ter falado com algumas pessoas para integrarem a sua lista, mas não quis ainda avançar nomes.

"Quero apresentar uma grande equipa", assegurou.

De acordo com o regulamento interno do grupo parlamentar do PSD, as listas à direção da bancada têm de ser subscritas por um mínimo de 5% dos Deputados (no caso, quatro parlamentares) e apresentadas ao presidente do Grupo Parlamentar ou ao vice-presidente que o substituir, até dois dias antes das eleições, ou seja, até à próxima terça-feira.

Pedro Pinto tem sido crítico da atual liderança do PSD e apoiou na última disputa interna o antigo presidente do grupo parlamentar do PSD Luís Montenegro.

Na segunda-feira, Rui Rio convocou a eleição "da Comissão Permanente dos Coordenadores e Vice-Coordenadores da direção do Grupo Parlamentar", a realizar entre as 15:00 e as 18:00 de dia 17.

A direção do grupo parlamentar é composta por uma Comissão Permanente de que fazem parte um presidente, quatro a oito vice-presidentes e um a três secretários e uma Comissão Alargada de que fazem parte, por inerência de funções, os secretários e vice-Secretários eleitos pelo Grupo Parlamentar para a Mesa da Assembleia da República, o representante do Grupo Parlamentar no Conselho de Administração da Assembleia da República e os Coordenadores e Vice-Coordenadores das Comissões Especializadas Permanentes.

Adão Silva disse na segunda-feira à Lusa que será candidato nas eleições para a liderança do grupo parlamentar, tal como tinha anunciado em março, e que irá manter os nomes que propôs há seis meses, e que passam pela continuidade dos atuais 'vices' de Rui Rio e acrescentando como novidade nas vice-presidências a deputada Catarina Rocha Ferreira.

Estas eleições para escolher o sucessor de Rui Rio como líder parlamentar chegaram a estar marcadas para março, mas foram adiadas devido à pandemia de covid-19 e, depois, para a atual direção concluir a reestruturação administrativa no grupo parlamentar e na sede.

Quando as eleições para a direção da bancada estiveram marcadas para 19 de março - Rio tinha assegurado que deixaria o cargo depois do congresso e de concluir uma reorganização interna -, Adão Silva apresentou-se então como candidato único.

Rui Rio foi eleito líder da bancada do PSD em 06 de novembro do ano passado com 89,87% dos votos, cargo a que concorreu sem oposição. Na eleição, votaram os 79 deputados do PSD, tendo 71 votado "sim" e registando-se seis votos brancos e dois nulos.

Rui Rio tem atualmente seis vice-presidentes na direção da bancada (menos um do que teve o seu antecessor, Fernando Negrão): como primeiro 'vice' o deputado e agora candidato à sua sucessão, Adão Silva (Bragança), seguindo-se Carlos Peixoto (Guarda), Luís Leite Ramos (Vila Real), Clara Marques Mendes (Braga), Ricardo Baptista Leite (Lisboa) e Afonso Oliveira (Porto).

Nos últimos meses, a direção da bancada alargada registou duas 'baixas' com a demissão de Álvaro Almeida das funções de coordenador na Comissão de Saúde e de vice-coordenador na Comissão de Orçamento e Finanças e de Pedro Rodrigues do cargo de coordenador da bancada na Comissão de Trabalho e Segurança Social, este último invocando "falta de confiança" do presidente do partido e do grupo parlamentar, Rui Rio.

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