"O meu nome é Miguel Pinto Luz e sou o vosso candidato à liderança do PSD"

O social-democrata fez o anúncio através de um vídeo publicado sua página de Facebook. Tem 25 anos de militância no partido e é o atual vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais. Já são dois os candidatos assumidos à liderança do PSD.

"No PSD, sabemos quando perdemos. E, no dia 6 [de outubro, dia das eleições legislativas], perdemos todos". Assim se apresenta o social-democrata Miguel Pinto Luz, num vídeo publicado na sua página do Facebook, esta sexta-feira, através do qual confirmou estar pronto para candidatar-se à liderança do PSD, como o DN já tinha apurado. O atual vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais é o segundo candidato assumido para as eleições partidárias previstas para janeiro, a seguir a Luís Montenegro. Mesmo depois de, este ano, ter ficado de fora das listas de candidatos a deputados do partido.

O novo membro na corrida à liderança explica, em vídeo, que ambiciona estar à frente de um "renascer do PSD", que acusa ser atualmente "um projeto socialista que asfixia os sonhos dos portugueses" e "limita a liberdade de escolha".

"Não é tempo para taticismos, não podemos esperar mais quatro anos. O meu nome é Miguel Pinto Luz e sou o vosso candidato à liderança do PSD", diz Miguel Pinto Luz. Na mesma mensagem, o social-democrata adianta encarar estas eleições como "uma oportunidade de reencontro com as verdadeiras aspirações dos portugueses". "O Futuro diz Presente" é o lema da sua campanha.

Já são dois os candidatos que se mostram disponíveis para ficar frente a frente ao atual líder do PSD, Rui Rio, que já disse estar a ponderar se permanece nas atuais funções.

Segundo fonte da candidatura de Miguel Pinto Luz, este enviou uma mensagem tanto a Rui Rio - a quem tratou por "você" - como a Luís Montenegro - tratado de forma mais informal - para lhes dar a conhecer a decisão de se candidatar nas próximas eleições diretas. Contudo, nenhum terá retribuído o contacto.

À semelhança do que aconteceu com o antigo líder parlamentar Hugo Soares e a ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, Miguel Pinto Luz foi um dos sociais-democratas a ficar de fora das listas de candidatos a deputados, este ano. Ainda que o PSD/Lisboa tivesse indicado o nome do seu antigo líder, a direção considerou que "não seria uma prioridade". Mas nem por isso desanimou. Em resposta, Miguel Pinto Luz garantiu que "um veto" não o faria "recuar ou ter dúvidas sobre o futuro".

Quem é Miguel Pinto Luz

Um social-democrata de 42 anos para quem a vida política "passou a ocupar toda a vida" aos 26 anos, idade com a qual aceitou integrar a lista como vereador à Câmara Municipal de Cascais. "Lugar que 50 anos antes o meu avô já havia ocupado". Assim conta o novo candidato ao lugar de Rui Rio, no seu site .

Miguel Pinto Luz é formado em Engenharia Eletrotécnica e Computadores pelo Instituto Superior Técnico, em Lisboa, curso que lhe foi dando "algum à vontade" e disponibilidade para "encher os dias com outras coisas", entre as quais fomentar o "interesse pela política". Logo quando terminou a formação, chegou a secretário-geral da JSD de Lisboa.

Em pouco tempo, chega à Câmara Municipal de Cascais, da qual é atualmente vice-presidente. Na autarquia, exerceu atividade na área da cultura, onde impulsionou projetos como a Casa de Histórias Paula Rego e as Conferências do Estoril. No ensino, lê-se no seu site, orgulha-se de estar "na criação de "uma das melhores instituições de ensino do mundo nas áreas das ciências económicas, a Nova SBE". Também na área da mobilidade, o modelo de transportes integrados em Cascais a baixos preços, depois replicado a nível nacional, através da criação dos passes sociais.

Entre 2005 e 2019, acumulou as funções autárquicas com o cargo e vice-presidente do Turismo de Lisboa, fundador e administrador da agência DNA Cascais e membro da direção do Inclusive Community Forum (ICF), que funciona em parceria com a Nova SBE. Entretanto, em 2015, foi nomeado Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações do XX Governo Constitucional, sob a liderança de Pedro Passos Coelho. "Uma experiência que, infelizmente, foi curta demais (menos de um mês) para o muito trabalho que havia para fazer", escreve.

Miguel Pinto Luz diz "acreditar profundamente numa sociedade providência onde podemos olhar para os nossos concidadãos e, dando as mãos, ultrapassarmos em conjunto as adversidades e tormentas que se nos deparam".

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