"Aeroporto com menos problemas ambientais é o que já existe", diz ministro do Ambiente

Ministro do Ambiente diz que base aérea do Montijo é o aeroporto que tem menor impacto ambiental.

O ministro do Ambiente reiterou hoje que o aeroporto que provoca menos problemas ambientais "é aquele que já existe" no Montijo, lembrando que o primeiro estudo de impacto "não tinha densidade de informação para ser considerado conforme".

"O aeroporto que provoca menos impactos ambientais em boa parte é aquele que já existe, a base área do Montijo", disse João Pedro Matos Fernandes, que falava na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, no parlamento, depois de um requerimento apresentado pelo Bloco de Esquerda (BE) sobre a assinatura do acordo entre o Governo e a ANA Aeroportos.

O ministro realçou que o estudo não é da responsabilidade da sua tutela, e que existem dois impactos maiores que outros, nomeadamente o ruído, "que será maior do que o já existente", e o impacto na avifauna da Reserva Natural do Tejo.

"Por isso venha o estudo de impacto ambiental bem feito para ser 'sine qua non'. [O primeiro estudo] não foi chumbado. Não tinha era a densidade de informação para ser considerado conforme. Foi preciso melhorá-lo", disse o ministro.

Matos Fernandes sublinhou ainda que este foi devolvido ao promotor e que está "a demorar mais de um ano" para ser novamente dado a conhecer devido ao facto de ter "fragilidades".

"Ainda não está na nossa posse, esperamos que em breve o tenhamos na nossa mão", frisou.

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Dos pobres também reza a história

Já era tempo de a humanidade começar a atuar sem ideias preconcebidas sobre como erradicar a pobreza. A atribuição do Prémio Nobel da Economia esta semana a Esther Duflo, ao seu marido Abhijit Vinaayak Banerjee e a Michael Kremer, pela sua abordagem para reduzir a pobreza global, parece indicar que estamos finalmente nesse caminho. Logo à partida, esta escolha reforça a noção de que a pobreza é mesmo um problema global e que deve ser assumido como tal. Em seguida, ilustra a validade do experimentalismo na abordagem que se quer cada vez mais científica às questões económico-sociais. Por último, pela análise que os laureados têm feito de questões específicas e precisas, temos a demonstração da importância das políticas económico-financeiras orientadas para as pessoas.

Premium

Marisa Matias

A invasão ainda não acabou

Há uma semana fomos confrontados com a invasão de territórios curdos no norte da Síria por parte de forças militares turcas. Os Estados Unidos retiraram as suas tropas, na sequência da inenarrável declaração de Trump sobre a falta de apoio dos curdos na Normandia, e as populações de Rojava viram-se, uma vez mais, sob ataque. As tentativas sucessivas de genocídio e de eliminação cultural do povo curdo por parte da Turquia não é, infelizmente, uma novidade, mas não é por repetir-se que se deve naturalizar e abandonar as nossas preocupações.