Mário Nogueira nega saída do PCP

Dirigente sindical tinha dito ao jornal Público "não ter tido tempo" para pensar nesse cenário mas admitindo estar desiludido com a posição e as declarações de membros do seu partido sobre a questão do tempo de serviço

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, "não tem qualquer intenção" de se desfiliar do PCP. A garantia foi dada ao DN por fonte da organização sindical, segundo a qual "o título da notícia" do jornal Público que deu origem a esse rumor "não corresponde ao que foi dito e está no texto" da mesma.

Na notícia em causa, quando questionado sobre a possibilidade de se afastar do partido devido à recusa do PCP em viabilizar as propostas de CDS e PSD para reconhecer todo o tempo de serviço dos professores, Nogueira disse "não ter tido tempo para pensar nisso". No entanto, ainda de acordo com aquele jornal, não terá descartado essa possibilidade: "Quando se aceita estar numa vida mais pública, consegue-se muitas vezes viver com os insultos e ataques que muitas vezes vêm de onde já se espera. Não é isso que mata", referiu ao jornal. "O que mói é quando vêm de pessoas mais próximas, como o meu camarada Carlos Carvalhas, e isso põe-nos a pensar sobre o futuro".

Carlos Carvalhas, recorde-se, defendeu em declarações no fórum da TSF, que a insistência de Nogueira para que a esquerda aprove as propostas de recuperação do tempo de serviço do CDS e PSD se deve ao "desespero" face aos desenvolvimentos recentes desta questão. "Só percebo isso pelo desespero. A certa altura as pessoas agarram-se a qualquer coisa."

O DN tentou falar com Mário Nogueira mas foi informado de que este se encontra numa reunião no Ministério do Ensino Superior, relacionada com a negociação coletiva do projeto de decreto-lei que altera o regime relativo aos leitores das universidades e que, em todo o caso, não pretende fazer mais declarações sobre esta matéria.

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