Marcelo foi ao volante e sem aviso prévio ao Bairro da Jamaica

O Presidente da República visitou esta segunda-feira o bairro da Jamaica, onde se registaram confrontos entre população e polícia. Mas longe do olhar dos jornalistas.

Conduzindo o seu próprio automóvel, com os dois seguranças a seguirem-no de perto numa outra viatura, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou hoje o Bairro da Jamaica, no Seixal, numa deslocação que não foi previamente comunicada à imprensa nem contou com outros membros da sua equipa.

Com o objetivo de saber pormenores sobre o processo de realojamento dos habitantes do bairro, Marcelo chegou ao local pouco depois do meio-dia e saiu antes das 13.00, numa visita que não durou mais de 45 minutos.

Tempo que lhe permitiu, ainda assim, estar reunido com dirigentes da Associação de Moradores e visitar o Centro Comunitário, onde conviveu com moradores de diversas idades, segundo uma nota no site da Presidência da República.

Quando já estava para sair do bairro, o Presidente foi apresentado à família Coxi, que esteve envolvida no incidente com a PSP na manhã de 20 de janeiro. Segundo contou ao DN Fernando Coxi, o pai do jovem que foi detido pela polícia, e que alega ter sido agredido pelos agentes sem qualquer necessidade, este incidente não foi motivo de conversa. "Quando ele ia a sair do bairro apresentei-me e à minha família e pedimos para tirar uma foto. Era para falar do que aconteceu para desmentir a versão da polícia, mas não falámos", contou.

O Presidente da República diz ter aceitado também o convite para estar presente na próxima festa da Associação.

Marcelo Rebelo de Sousa é assim o segundo político a visitar aquele bairro, depois de incidentes que envolveram moradores e a policia e que até já deram origem a averiguação da própria PSP. Pedro Santana Lopes também visitou o bairro mas, ao contrário do Presidente, avisou os jornalistas.

Exclusivos

Premium

Alentejo

Clínicos gerais mantêm a urgência de pediatria aberta. "É como ir ao mecânico ali à igreja"

No hospital de Santiago do Cacém só há um pediatra no quadro e em idade de reforma. As urgências são asseguradas por este, um tarefeiro, clínicos gerais e médicos sem especialidade. Quando não estão, os doentes têm de fazer cem quilómetros para se dirigirem a outra unidade de saúde. O Alentejo é a região do país com menos pediatras, 38, segundo dados do ministério da Saúde, que desde o início do ano já gastou mais de 800 mil euros em tarefeiros para a pediatria.