António Costa critica "finca-pé" de sindicatos sobre tempo de serviço dos professores

António Costa reafirmou ainda que o novo ano letivo "está a ser preparado na sua normalidade"

O primeiro-ministro afirmou na quinta-feira que o Governo mantém uma "postura construtiva e de diálogo" na negociação sobre a contagem do tempo de serviço dos professores, criticando o "finca-pé" por parte dos sindicatos.

"Da nossa parte mantemo-nos com uma postura construtiva, de diálogo, mas que pressupõe que, da outra parte, exista também abertura e diálogo (...). O Governo apresentou uma proposta de boa fé, até agora não recebeu nenhuma contraproposta a não ser a reafirmação do finca-pé relativamente a uma posição que, é sabido, não pode ser aceite pelo Governo", disse António Costa.

O primeiro-ministro falava à RTP, em Ravenna (Itália), à margem de um encontro do Partido Democrático italiano, no dia em que o Governo publicou as listas de colocação de professores para o novo ano letivo.

António Costa reafirmou ainda que o novo ano letivo "está a ser preparado na sua normalidade" e que se mantém a negociação com os sindicatos sobre o descongelamento do tempo de serviço dos professores.

Na quinta-feira, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou uma greve e uma manifestação nacional para outubro, reafirmando que não abdica de um único dia do tempo de serviço congelado dos docentes.

Na primeira conferência de imprensa após as férias, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, explicou que a manifestação nacional de professores será em 05 de outubro, com a greve a acontecer em data a acordar com outras estruturas sindicais.

A greve e manifestações, salientou Mário Nogueira, dependerão das respostas do Governo na reunião marcada para 07 de setembro.

Mário Nogueira avisou: "Não estamos disponíveis para manobras dilatórias. Não vamos estar mais um ano em compromissos e textos. Já demos para esse peditório".

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.