Costa dramatiza e pede "máxima intensidade na contenção"

Conselho de Ministros deu parecer favorável ao decreto presidencial renovando o estado de emergência mas não pormenoriza novas medidas.

"Este [abril] é o mês decisivo para controlar a pandemia." Pela segunda vez, depois de ao final da manhã ter estado no "Programa da Cristina" (SIC), o primeiro-ministro voltou a sublinhar a necessidade de todos manterem a "disciplina" nas medidas de isolamento social. "A luz ao fundo do túnel ainda não está à vista", avisou

O Executivo deu hoje parecer favorável a um novo decreto do PR renovando por mais duas semanas o estado de emergência - decreto que ainda não se conhece e que só será revelado ao fim da tarde no site da Presidência - e na quinta-feira voltará a reunir, para aprovar mais medidas que concretizem esta renovação do estado de emergência.

"Esta Páscoa vai ter de ser diferente. As pessoas não vão poder ir à terra e às segundas habitações. Gostamos sempre de acolher de braços abertos os portugueses que vivem lá fora, mas pedimos-lhes para que passem a Páscoa nos países em que residem."

Para o PM, a Páscoa será um "período crítico" porque tradicionalmente envolve grandes movimentações da população. Muitas famílias de emigrantes portugueses no estrangeiro voltam a Portugal para visitar a família - e Costa pediu-lhes que fiquem em sua casa. Além disso, muitas pessoas rumam a segundas habitações - e o PM também não quer que o façam. E há movimentos de famílias que se reúnem - algo que o Governo também quer evitar.

"Páscoa? Este mês é decisivo para controlarmos a pandemia. É um momento particularmente difícil, porque as pessoas estão a sofrer perdas de rendimento, porque o cansaço da contenção vai-se acumulando e devido ao período da Páscoa. Esta Páscoa vai ter de ser diferente. As pessoas não vão poder ir à terra e às segundas habitações. Gostamos sempre de acolher de braços abertos os portugueses que vivem lá fora, mas pedimos-lhes para que passem a Páscoa nos países em que residem. Não é o melhor momento para virem, haverá outros momentos", disse o chefe do Governo.

Reclusos: indultos para "casos humanitários"

Ou seja - insistiu - o tempo é de "máxima intensidade na contenção". E quando um dia as restrições começarem a ser levantadas isso acontecerá "lentamente". "O comportamento dos portugueses tem sido exemplar, salvo alguns exceções, e tem de ser reforçado neste mês", disse ainda.

Questionado pelos jornalistas, o PM falou na possibilidade de se aprovarem medidas para os reclusos. O Governo proporá ao PR indultos por razões humanitárias; por outro lado, serão aprovadas alterações legislativas ao regime das execuções de penas; e cada caso concreto será avaliado pelo respetivo juiz de execução de penas.

Quanto às escolas, o chefe do Governo voltou a dizer que dia 9 haverá uma decisão sobre mantê-las fechadas ou não. O que já é claro é que não reabrirão todas ao mesmo tempo, haverá faseamento conforme os ciclos escolares.

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