António Costa vai quarta-feira bater à porta dos possíveis aliados

O pedido seguiu esta segunda-feira: o secretário-geral do PS quer reunir com Bloco e PCP e Verdes mas também com PAN e Livre. E propôs ir na quarta-feira, com a sua equipa, à sede de cada um dos partidos com os quais disse na noite eleitoral estar disposto a negociar para viabilizar a governação.

Uma comitiva do PS de capelinha em capelinha. Como há quatro anos, António Costa vai visitar os seus eventuais parceiros de acordo parlamentar. Desta vez, porém, como vencedor incontestado das eleições e juntando ao Bloco e ao PCP-PEV dois outros possíveis aliados, PAN e Livre.

O périplo deverá ter lugar na quarta porque esta terça-feira os partidos irão ser recebidos em Belém, pelo presidente da República.

"A nossa responsabilidade é tomar a iniciativa, a responsabilidade dos outros é não fecharem a porta", afirmou o líder do PS no seu discurso de vitória. Apesar de frisar que o partido saiu reforçado das eleições e que foi o seu programa a ganhar o voto maioritário dos portugueses, considerou ser "desejável renovar a solução da geringonça", quando pela primeira vez na democracia portuguesa as esquerdas se entenderam para viabilizar um governo.

António Costa, que por várias vezes ao longo dos anos, antes das eleições de 2015, tinha manifestado o desejo de que o "arco da governação" incluísse PCP, Verdes e Bloco, até então definidos como "partidos de protesto", lembrou porém que a possibilidade de um novo acordo "não depende só do PS".

O Bloco, que manteve incólume o seu grupo parlamentar de 19 deputados, já manifestou, pela voz de Catarina Martins, logo na noite eleitoral, abertura para negociar -- quer um acordo de legislatura quer um acordo ano a ano. Mas Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, cujo partido perdeu cinco deputados, pareceu determinado a não reeditar a solução de 2015, dizendo que "não haverá repetição da cena do papel", ou seja, de um acordo assinado.

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