Vacinação da gripe começa no início de outubro, antes do normal

Direção-Geral da Saúde está a estudar a criação de campanhas locais de vacinação, com possibilidade de as tomas serem administradas em pavilhões municipais.

Neste ano, a campanha de vacinação contra a gripe "será um bocadinho diferente", diz a diretora-geral da Saúde. Segundo Graça Freitas, esta deverá ser antecipada para os primeiros dias de outubro e as doses distribuídas "o mais rapidamente que conseguirmos por todas as unidades do Serviço Nacional de Saúde".

A ideia passa por reencaminhar para os serviços de saúde as vacinas assim que estas cheguem, fazendo que a vacinação dependa mais da entrega das doses do que da distribuição nacional.

Normalmente, as vacinas para a gripe começam a ser tomadas a partir de 15 de outubro, mas neste ano, a Direção-Geral da Saúde (DGS) espera que seja antes. Portugal comprou vacinas a duas empresas e, numa primeira, fase está previsto que cheguem 300 mil doses ao país.

Dentro dos grupos considerados de risco, deverão ser priorizados os utentes e funcionários de lares e os profissionais de saúde, explicou Graça Freitas, nesta quarta-feira, em conferência de imprensa. "Depois, à medida que vão chegando as outras tranches, vamos fazendo vacinação intensiva."

Graça Freitas anunciou também que está a ser estudada a possibilidade de elaborar uma campanha de sensibilização para "escoar todas as vacinas rapidamente", nomeadamente, a criação de novos pontos de toma das vacinas, como pavilhões municipais. "Fá-lo-emos, se for necessário", disse a responsável pela DGS.

Portugal terá direito a 6,9 milhões de vacinas contra a covid-19

Nesta quarta-feira, também ficou a saber-se que Portugal terá direito a seis milhões e 900 mil vacinas contra a covid-19 e a maior parte deve chegar no próximo ano. Ou seja, caso sejam doses individuais, as vacinas serão suficientes para dois terços da população portuguesa.

A primeira remessa, de 690 mil vacinas, poderá chegar já em dezembro, confirmou o Infarmed à TSF.

No total, estão reservadas para a União Europeia 300 milhões de vacinas, encomendadas a um laboratório francês. Isto apesar de haver negociações em curso com outras farmacêuticas.

A encomenda será acionada assim que existir uma vacina segura e eficaz contra a covid-19, não havendo ainda referência a preços.

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