Postos da GNR encerrados à noite e militares com colete à prova de bala nas patrulhas

Decisão foi tomada depois de um homem ter sido morto no parque de estacionamento de um supermercado no concelho do Seixal. Situação está a ser analisada

Postos fechados durante a noite e militares obrigatoriamente com colete à prova durante as patrulhas. Foi assim esta noite e pode ser assim esta véspera de Natal, confirmou ao DN o porta-voz do comando nacional. "A situação está em constante avaliação. Decidiu-se adotar essa medida [de 23 para 24] e estamos a analisar. Mediante monitorização ajustamos as medidas".

A decisão surgiu depois de um homem de 43 anos ter sido morto na sequência de uma troca de tiros com miliares num parque de estacionamento de um supermercado em Fernão Ferro, concelho do Seixal. "Os postos territoriais ficaram fechados, os militares lá dentro, por todos o país e com especial atenção aos dos concelhos de Lisboa, Santarém e Setúbal", explicou ao DN a mesma fonte da GNR.

A morte do homem, sobre quem pendia um mandado de captura que os militares estariam a cumprir, levou o Ministério da Administração Interna a abrir uma investigação junto da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI). Esse é o procedimento habitual nos casos que envolvem forças de segurança e armas de fogo, assinalou o porta-voz da GNR ao DN.

Segundo o JN, a decisão de manter os postos de portas fechadas foi enviada pelo comandante operacional da GNR, receando uma vingança pela morte deste homem que tinha sido condenado a uma pena de prisão por crimes de roubo, mas que andava a monte.

Ao DN, o porta-voz da GNR, tenente-coronel Fonseca, enquadrou a decisão no âmbito da "análise permanente da situação diária e em cada local", explicou. "As portas estão fechadas mas os militares estão lá dentro, ninguém abandona o posto", precisou.

Tiroteio em parque de estacionamento

Esta quarta-feira, o ministro da Administração Interna determinou à Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) "a instauração de um processo de inquérito" para apurar "eventuais responsabilidades relacionados com a ocorrência policial verificada ontem [terça-feira], em Fernão Ferro, concelho do Seixal". A informação chegou às redações num comunicado do ministério liderado por Eduardo Cabrita.</p>

O incidente "envolveu militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) e civis, com utilização de armas de fogo". Uma pessoa morreu e dois militares da GNR ficaram feridos.

O militar da GNR baleado no abdómen foi sujeito a uma intervenção cirúrgica e não corre perigo de vida, de acordo com o JN. Encontra-se hospitalizado no Hospital Garcia de Orta, em Almada.

De acordo com o JN, tudo aconteceu quando um militar do Posto Territorial de Coruche acompanhava o colega do Núcleo de Investigação Criminal para executar um mandado de detenção emitido pelo Tribunal de Santarém.</p>

O suspeito foi abordado pelos militares numa superfície comercial de Fernão Ferro para cumprimento de pena de prisão por roubos e reagiu disparando contra o militar de 32 anos, atingindo-o no peito.

O homem de 43 anos, cuja última residência conhecida era em Sesimbra, colocou-se depois em fuga, atingiu o segundo militar numa perna e foi mortalmente abatido no parque de estacionamento do estabelecimento comercial.

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