Portugal ultrapassa as 3 mil mortes, com mais 62 nas últimas 24 horas

O número de recuperados é maior do que o de novos casos, pelo que há uma diminuição nos casos ativos. O boletim epidemiológico da DGS indica que há mais 91 pessoas hospitalizadas, mas menos nove em unidades de cuidados intensivos.

Há mais 3817 casos e mais 62 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas em Portugal, sendo ultrapassada a barreira das três mil desde o início da pandemia, segundo os dados do boletim da Direção-geral da Saúde (DGS) desta terça-feira (10 de novembro).

No total, desde o início da pandemia, já foram contabilizados 187 237 casos de covid-19 em Portugal e 3021 mortes. Este é o segundo dia com mais mortes, depois do dia de ontem, quando foram registadas 63.

No boletim desta terça-feira há mais 4795 recuperados da doença, um número superior ao de novos casos, pelo que há uma redução de 1040 nos casos ativos, que são agora 77 338. Desde 24 de maio, quando houve um acerto de dados, que não havia tantos recuperados num só dia (então foram registados 9844).

Há 2742 pessoas internadas (mais 91 do que na véspera), das quais 382 (menos nove) nas unidades de cuidados intensivos. Há ainda 90 063 casos em vigilância pelas autoridades, menos 25 do que na véspera.

É a Norte que os números da pandemia são maiores: mais 2663 casos (cerca de 70% do aumento diário) e metade das mortes das últimas 24 horas, 31.

Em Lisboa e Vale do Tejo há mais 736 casos e 17 mortes. No Centro há 290 casos novos e 11 mortes. As três últimas vítimas mortais registam-se no Alentejo, onde há mais 41 casos, sendo que no Algarve há registo de mais 57 infeções. Os Açores têm mais 21 casos e a Madeira mais nove.

Dos 62 novos mortos, 39 tinham mais de 80 anos, 13 tinham entre 70 e 79 anos, sete entre 60 e 69 anos, um entre 50 e 59 anos e dois entre os 40 e os 49 anos.

Costa diz que país se preparou

O primeiro-ministro, António Costa, rejeitou esta terça-feira a ideia de que o Governo não preparou o país para a segunda vaga da pandemia de covid-19 no outono-inverno, defendendo que há agora mais meios de atendimento e mais profissionais de saúde.

Estas posições foram publicadas na sua conta pessoal na rede social Twitter, numa série de quatro mensagens, depois das críticas que têm sido feitas.

O primeiro-ministro destaca, entre outras coisas, o aumento do número de testes, o aumento do número de camas disponíveis, o aumento do número de ventiladores e a contratação de profissionais de saúde.

A primeira noite de recolher obrigatório

O novo estado de emergência trouxe também o recolher obrigatório nos 121 concelhos onde há "risco elevado de transmissão de covid-19", que aos dias da semana é entre as 23.00 e as 05.00 e nos próximos dois fins de semana será das 13.00 às 05.00.

A primeira noite ficou marcada por um tiroteio na Avenida da Liberdade, em Lisboa, com os ocupantes de uma viatura a disparar sobre outra, não tendo ainda sido identificados.

Para garantir que as regras da proibição de circulação estavam a ser cumpridas (sendo que há várias exceções), as autoridades efetuaram várias ações de fiscalização.

A jornalista Céu Neves e o fotojornalista Paulo Alexandrino andaram pelas ruas desertas de Lisboa. Leia aqui a reportagem e veja as fotografias.

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