Polícia não vai deixar manifestação da extrema-direita chegar à sede do Bloco de Esquerda

Duas manifestações acontecem esta tarde. No Seixal, contra o racismo; em Lisboa, um encontro da extrema-direita que acusa o SOS Racismo de ser o braço armado do Bloco de Esquerda.

À margem dos protestos marcados para esta tarde, às 16:00, junto da Câmara Municipal do Seixal, onde moradores do bairro da Jamaica se manifestam, o Partido Nacional Renovador (PNR) convocou um encontro às 18:00 desta sexta-feira, no Terreiro do Paço e na porta da sede do Bloco de Esquerda (BE). Contudo, uma fonte da PSP adiantou ao DN que as autoridades não deixarão que o grupo de manifestantes passe para a Rua da Palma, onde está situada a sede do Bloco.

Depois dos confrontos deste domingo no bairro da Jamaica, os residentes voltam a reunir-se, desta vez junto à Câmara Municipal do Seixal. Do outro lado, em Lisboa, estará o PNR, o partido de extrema-direita que, perante o apoio tornado público por vários partidos à luta dos residentes (entre eles o BE), decidiu convocar um protesto de crítica ao que consideram ser o "braço armado do BE", a associação SOS Racismo.

Os eventos foram convocados através do Facebook.

Do outro lado do rio, "A Voz da mãe Preta" é o nome dado à manifestação no Seixal e que os moradores, entre eles a família que protagonizou os incidentes com a PSP, pedem que seja pacífica. Ao DN, uma fonte da PSP disse não estarem a antever problemas e, por isso, divulgou que não seriam tomadas medidas especiais de segurança. Na própria página do evento, manifestantes pedem que seja mantida a calma e que sejam evitados "quaisquer atos de destruição".

Contudo, de acordo com o JN, a Associação de Moradores do Bairro da Jamaica disse em comunicado que não iria participar nos protestos e sublinha que só está preocupada em "retomar as rotinas diárias e seguir em frente".

Na segunda-feira passada, houve uma manifestação de cerca de 200 pessoas junto ao Ministério da Administração Interna, na Praça do Comércio, na sequência das agressões no Bairro da Jamaica. Os manifestantes foram depois até ao Marquês de Pombal e desceram a Avenida da Liberdade. Versões contraditórias da polícia e dos manifestantes falam de arremesso de pedras contra as autoridades - a manifestação acabou com quatro detidos, três deles com cadastro.

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